Pedro Deyrot: Da Música à Política
O ex-funkeiro curitibano Pedro Deyrot, que ganhou notoriedade nos anos 2000 como integrante da banda Bonde do Rolê, foi confirmado como candidato a deputado federal pelo Paraná. A decisão foi anunciada pelo Partido Missão, liderado pelo pré-candidato à presidência Renan Santos, durante evento realizado na última quarta-feira, dia 22.
Com 42 anos, Deyrot fez parte do Bonde do Rolê, que se destacou por misturar funk carioca com letras irreverentes e um toque regional curitibano. Hits como “Solta o Frango” e “Marina Gasolina” se tornaram marcantes para a geração millennial, conquistando espaço tanto no Brasil quanto no exterior. A banda teve uma trajetória internacional, colaborando com o renomado produtor Diplo e se apresentando em festivais icônicos como Glastonbury e Coachella, até sua dissolução em 2016.
Encontro com a Política
A trajetória política de Deyrot começou a se desenhar em 2014, quando conheceu Renan Santos em uma festa. “A sintonia ideológica foi instantânea”, revela o ex-funkeiro, que também é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL). Atualmente, ele ocupa uma posição de destaque como coordenador nacional do grupo.
Após a pausa na carreira musical, Deyrot também se aventurou na agricultura, tornando-se produtor de tomates. Ele comenta com bom humor sobre essa transição: “A turma me zoa, dizendo que sou o Ronaldinho Gaúcho do MBL, porque passei de tocar no Coachella para ser ativista político e produtor de tomate no meio do mato, e agora sou candidato a deputado federal pelo Paraná, o estado que me criou”.
Prioridades e Propostas
Em relação a sua proposta de atuação na Câmara dos Deputados, Deyrot destaca que seu foco será o reequilíbrio das contas públicas. Ele defende a aprovação de uma emenda constitucional, já apresentada por Kim Kataguiri, que visa a redução de gastos. “Só assim poderemos ter recursos para investir de fato no Brasil, especialmente em infraestrutura”, afirma.
Deyrot acredita que o país precisa de uma reavaliação orçamentária para competir em um cenário global. “Se quisermos um programa espacial brasileiro, precisamos investir em datacenters e tecnologia. A prioridade deve ser a liberação do orçamento. Um país rico não se sustenta sem capacidade de investimento; hoje, nosso orçamento está engessado”, analisa o candidato. “Somente desbloqueando esses recursos será possível enriquecer o povo brasileiro e reduzir juros e impostos”.




