Ministros e assessores do governo federal estão sentindo desconforto em relação às regras estipuladas pelo Palácio do Planalto e pela Advocacia-Geral da União (AGU) sobre o uso das redes sociais durante o período eleitoral, que teve início em 4 de julho. De acordo com informações de fontes internas, a orientação que mais gerou polêmica entre os membros da administração foi a recomendação para que ministros eliminem postagens feitas em seus perfis pessoais durante eventos oficiais do presidente Lula, realizados antes do início das restrições.
A medida abrange conteúdos relacionados a entregas, anúncios e eventos governamentais. Por exemplo, vídeos que foram publicados durante essas agendas deveriam ser retirados do ar, e novas postagens sobre compromissos oficiais não são recomendadas nos perfis pessoais dos ministros. Essa abordagem tem gerado um debate acalorado sobre a adequação das normas e suas implicações na comunicação do governo nas redes sociais.
Integrantes da Esplanada dos Ministérios consideram que as diretrizes do Planalto e da AGU refletem um excesso de precaução na tentativa de evitar questionamentos eleitorais. Essa postura, segundo eles, estaria cerceando a liberdade de comunicação dos ministros, que são figuras públicas e muitas vezes utilizam suas plataformas para informar a população sobre ações e compromissos oficiais.
O período de defeso eleitoral é aquele que antecede as eleições, e a legislação brasileira impõe restrições à publicidade institucional, comunicação oficial e a determinadas atividades de agentes públicos. Para as eleições gerais de 2026, essa fase começou três meses antes do primeiro turno, intensificando a necessidade de adaptação das estratégias de comunicação por parte do governo.
Com a proximidade das novas eleições, o cenário torna-se cada vez mais complexo. Os ministros se veem diante do desafio de equilibrar a necessidade de informar o público sobre as ações do governo e as limitações impostas pela legislação eleitoral. A situação levanta a questão sobre como o governo poderá contornar essas restrições sem comprometer a transparência e a informação ao cidadão.




