Um Novo Horizonte para a Segurança em El Salvador
No dia 31 de agosto de 2026, durante um evento sobre segurança pública promovido pela Fiesp, em São Paulo, o ministro da Segurança Pública e Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro, apresentou dados impactantes sobre a redução da impunidade no país. Segundo Villatoro, a taxa de impunidade para homicídios caiu de alarmantes 97% para zero após a implementação de uma estratégia de combate a organizações criminosas pelo governo do presidente Nayib Bukele.
Contexto da Impunidade e Estratégias de Combate
O ministro explicou que, anteriormente, apenas 3 em cada 100 homicídios eram resolvidos, criando um cenário favorável à atuação de grupos criminosos. Villatoro comparou a impunidade a uma estratégia de investimento, onde os criminosos escolhem áreas com menor risco de punição para maximizar seus ganhos. “O crime rendia muito com impunidade. Se você tem 97% de impunidade em homicídios, isso é extremamente lucrativo para os criminosos”, afirmou.
Resultados Positivos da Nova Política de Segurança
Com a nova abordagem, Villatoro destacou que o país teve uma queda significativa no número de homicídios. Em 2015, foram registrados 3.962 homicídios, enquanto em 2025 esse número caiu para apenas 32. “Desde o ano passado, todos os 82 assassinatos registrados foram levados à Justiça. A impunidade em casos de assassinatos, hoje em dia, eu posso garantir que é zero”, declarou o ministro, enfatizando o fortalecimento do Estado de direito.
Desmantelando Estruturas Criminosas
Villatoro também abordou o papel das organizações criminosas, que anteriormente atuavam como um “Estado paralelo” em várias comunidades. Ele observou que, muitas vezes, os moradores recorriam a líderes de facções em vez de buscar a polícia. “Quando surgia um problema, a população não procurava a polícia, mas sim o chefe da facção, que decidia sobre a situação”, ressaltou.
Reforço nas Estruturas Judiciais
O ministro afirmou que a nova política governamental visa desmantelar não apenas indivíduos, mas as organizações criminosas como um todo. Villatoro mencionou que essas facções possuem mais de 40.000 membros e que os homicídios frequentemente eram realizados sob ordens das lideranças das facções. “Ninguém mata por vontade própria. As execuções ocorrem apenas quando a organização ordena”, concluiu.




