Recentemente, o Ministério da Saúde do Brasil emitiu uma nova recomendação para a vacinação de bebês contra o sarampo, diante da identificação de novos casos da doença em crianças. A partir de agora, a chamada "dose zero" da vacina tríplice viral deve ser administrada em bebês com idades entre 6 meses e 11 meses e 29 dias que residem nas cidades de São Paulo e Guarulhos.
A decisão foi tomada após a confirmação de três casos em crianças com menos de dois anos na zona norte da capital paulista. Duas das crianças frequentavam a mesma creche, enquanto a terceira mora na mesma região, elevando a preocupação das autoridades de saúde.
Os exames que atestaram a doença foram realizados pelo Instituto Adolfo Lutz e pela Fiocruz, instituições reconhecidas na área de saúde pública. Em resposta a essa emergência, o Ministério da Saúde está enviando aproximadamente 100 mil doses da vacina para as cidades afetadas.
Entendendo a Dose Zero
A "dose zero" é uma administração antecipada da vacina tríplice viral, projetada para proteger os bebês que ainda não atingiram a idade normal para iniciar o esquema vacinal padrão. Essa medida serve como uma proteção adicional em áreas onde o risco de propagação do vírus é elevado. No entanto, é importante destacar que essa dose não substitui as vacinas regulares; os pequenos devem receber a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.
Guarulhos foi incluída nessa estratégia devido ao grande fluxo de pessoas que se deslocam diariamente para São Paulo e para o Aeroporto Internacional da cidade, o que potencializa a disseminação do sarampo.
Por que o sarampo é uma preocupação?
O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa que se espalha pelo ar, principalmente quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou fala. A facilidade de transmissão é alarmante, pois uma única pessoa pode infectar várias outras, especialmente em ambientes fechados e entre indivíduos que não estão vacinados.
Embora muitos casos não apresentem complicações sérias, a doença pode levar a problemas graves como pneumonia, otite, diarreia severa, encefalite e até mesmo à morte, principalmente em crianças pequenas. Por isso, a vacinação é considerada a principal estratégia de prevenção.
O Ministério da Saúde ressalta que os novos casos são, em sua maioria, atribuídos a importações do vírus e não afetam o status do Brasil como um país livre da circulação endêmica do sarampo. Até o momento, o estado de São Paulo registrou cinco casos de sarampo em 2026, sendo que os primeiros casos ocorreram entre março e abril e foram classificados como importados.
Sintomas e orientações
Os principais sintomas do sarampo incluem:
- Febre alta;
- Erupções cutâneas vermelhas;
- Tosse persistente;
- Coriza;
- Conjuntivite.
Os sintomas geralmente surgem entre sete a quatorze dias após a exposição ao vírus. Caso uma pessoa apresente esses sinais, é fundamental procurar uma unidade de saúde imediatamente e evitar o contato com outras pessoas para minimizar o risco de transmissão.
Quem deve se vacinar?
A vacina tríplice viral é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O calendário vacinal prevê a aplicação da "dose zero" para bebês de 6 a 11 meses e 29 dias, além da primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Aqueles que não têm certeza sobre a situação da vacinação devem consultar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta vacinal. A imunização continua sendo a principal forma de evitar a reintrodução e a propagação do sarampo no Brasil.




