A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro decidiu renunciar ao cargo de presidente do PL Mulher, uma posição que ocupava até esta terça-feira, 30 de junho. Em conversas com aliados, ela destacou que agora é o momento do marido, Jair Bolsonaro, e que, por isso, irá concentrar seus esforços na família, embora não tenha descartado completamente a possibilidade de uma candidatura ao Senado.

No comunicado sobre sua saída, Michelle explicou que após refletir sobre a situação atual de sua família, decidiu deixar a liderança da ala feminina do partido. Rumores sobre uma desistência de sua pré-candidatura ao Senado surgiram, mas até o momento, a ex-primeira-dama não fez nenhum pronunciamento oficial a respeito.

Segundo informações apuradas pela mídia, Michelle tem se mostrado relutante em causar conflitos dentro da família, especialmente com o senador Flávio Bolsonaro. Em vídeos postados nas redes sociais, ela descreveu ter se sentido “humilhada” e “desrespeitada” por Flávio, após desentendimentos sobre a direção política do PL no Ceará, particularmente sobre a relação do partido com Ciro Gomes, do PSDB.

Em uma nota oficial, Michelle afirmou: “Como presidente do Partido Liberal Mulher, venho informar que, após refletir com meu marido sobre o momento que vivemos, decidi deixar a presidência do PL Mulher para dedicar-me, de forma integral, aos cuidados do meu marido e da minha filha.” A decisão de Michelle levanta questionamentos sobre o futuro político dela e da estratégia do partido.

Com sua saída, agora cabe ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, indicar quem tomará a frente da mobilização de candidatas do partido em todo o Brasil. O desfecho dessa situação poderá impactar não apenas a trajetória política de Michelle, mas também as dinâmicas internas do PL e suas alianças estratégicas.