Belo Horizonte – O partido Republicanos anunciou, durante sua convenção realizada neste sábado (25/7) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a intenção de estabelecer uma aliança com a federação União Progressista e o Podemos. O fechamento dessa parceria está previsto para ocorrer até agosto, com o objetivo de fortalecer os laços políticos na corrida eleitoral.
Essas coligações contam com o apoio de figuras influentes, como o ex-secretário de governo de Minas Gerais, Marcelo Aro, que está vinculado ao PP. O presidente dos Republicanos em Minas, o deputado federal Euclydes Pettersen, destacou que a direção estadual do partido será responsável por tomar as providências necessárias para formalizar essas alianças. “Ficou claro que estamos abertos a coligações com o União Brasil, PP, Podemos e outros partidos. Também vamos deliberar sobre as candidaturas aos cargos majoritários, como governador, vice-governador e Senado”, afirmou Pettersen.
A expectativa gira em torno do senador Cleitinho Azevedo, que é membro do Republicanos e pode se tornar candidato ao cargo de governador. Contudo, sua presença nas eleições de outubro ainda é incerta, em parte devido a questões pessoais que ainda precisam ser resolvidas.
Além disso, surgiram especulações sobre a candidatura de Marcelo Aro ao Executivo estadual. Atualmente, Aro é considerado pré-candidato ao Senado, mas mudanças na estratégia eleitoral podem ocorrer, especialmente se o PSD, partido do governador atual Mateus Simões, mantiver sua intenção de lançar Carlos Viana à reeleição.
O Partido Liberal (PL) também observa atentamente a situação de Cleitinho Azevedo, considerando Aro como uma figura potencial para unir forças entre as legendas de direita e extrema-direita. Aro lidera o grupo “Família Aro”, que agrega deputados federais, estaduais, vereadores e prefeitos, consolidando-se como uma liderança significativa na política mineira.
Ademais, a direção nacional do PL está atenta a essa dinâmica, pois a possível candidatura de Aro poderia facilitar uma reaproximação com o senador Ciro Nogueira, presidente do partido, que foi afastado em meio a controvérsias envolvendo o Banco Master durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.




