Belo Horizonte – Na última terça-feira, uma operação integrada promovida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em colaboração com as Polícias Civil e Militar de Meio Ambiente, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Estadual de Florestas (IEF), resultou na prisão de seis indivíduos suspeitos de envolvimento no tráfico de aves silvestres.
A ação, parte da operação Libertas, focou nas regiões da Zona da Mata e Sul de Minas, onde uma associação criminosa atuava na captura e comercialização ilegal de aves silvestres, com destino principal ao estado do Rio de Janeiro. As investigações foram conduzidas pela Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Juiz de Fora.
Durante a operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, emitidos pela 2ª Vara Criminal da comarca, em locais nos municípios de Juiz de Fora, Santos Dumont, Santa Bárbara do Tugúrio e Rio Novo. Para garantir o bem-estar dos animais resgatados, a Coordenadoria Estadual de Defesa dos Animais (Ceda) disponibilizou dois médicos veterinários que avaliaram as condições das aves encontradas e identificaram as espécies envolvidas.
Em Santos Dumont, as equipes encontraram uma estrutura utilizada para a captura e o comércio ilegal de aves silvestres. Os seis indivíduos detidos enfrentam acusações relacionadas ao tráfico de animais silvestres, adulteração de anilhas, associação criminosa e manutenção ilegal de animais em cativeiro. Além das prisões, outras pessoas foram levadas para prestar esclarecimentos em relação a infrações sobre a manutenção irregular de aves silvestres nas cidades abrangidas pela operação.
Dentre os animais apreendidos, destacam-se exemplares de curió, uma espécie criticamente ameaçada de extinção em Minas Gerais, além de corrupiões, trinca-ferros, coleirinhos e outras aves nativas, que frequentemente são alvos do tráfico devido ao seu alto valor comercial.
Somente em Rio Novo, 65 aves foram localizadas nos imóveis vistoriados. As equipes também apreenderam veículos utilizados nas atividades ilegais.
A operação contou com a mobilização de cerca de 80 policiais e o suporte do Ibama e do IEF. As aves resgatadas foram encaminhadas ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetas), onde passarão por avaliação médica e reabilitação, conforme as diretrizes previstas na legislação ambiental para determinar a destinação adequada de cada animal.




