Belo Horizonte – Nesta terça-feira, primeiro de julho, médicos peritos da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag-MG) realizam uma paralisação em suas atividades. A ação, segundo o sindicato que representa a categoria, é uma forma de protesto devido à falta de negociação com o governo estadual.

Os profissionais reivindicam melhores condições de trabalho, valorização do cargo e a preservação do caráter público da função. A decisão de parar foi aprovada em uma assembleia promovida pelo Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) no último dia 22 de junho.

Durante a assembleia, os médicos avaliaram a proposta apresentada pela Seplag como insatisfatória, uma vez que não atende às necessidades levantadas pela categoria. A assembleia decidiu estabelecer um prazo até 6 de julho para que o governo apresente uma nova proposta. Caso contrário, a paralisação poderá ser convertida em uma greve por tempo indeterminado.

“A categoria definiu que, se não houver um acordo até o prazo estipulado, o movimento será transformado em greve geral”, afirmou a nota oficial do sindicato.

Entre as principais demandas, os médicos peritos exigem que o governo desista do projeto de terceirização das perícias e priorize a realização de concursos públicos para repor as vagas de servidores, que foram diminuídas desde 2015 devido a aposentadorias e exonerações.

  • A categoria contesta a interpretação que limita o quadro de profissionais a 183 cargos ativos, argumentando que as vagas abertas por aposentadorias e desligamentos devem ser repostas.
  • Os médicos pedem melhorias na infraestrutura dos locais de atendimento, incluindo consultórios adequados e privacidade para os pacientes.
  • Solicitam ainda mudanças na gestão, com cargos de direção ocupados por médicos peritos, assegurando que a liderança conheça as especificidades do serviço prestado.

Além das condições de trabalho, o sindicato destaca a necessidade de melhorias tecnológicas, como a segurança do Sistema Integrado de Perícia Médica e Saúde Ocupacional (Sipemso), evitando que servidores não médicos tenham acesso a informações sensíveis dos pacientes.

Os profissionais também informaram que, a partir de agora, irão cumprir apenas a carga horária contratual, sendo que atividades extras, como mutirões e treinamentos, só serão realizadas de forma voluntária e remunerada.

Por fim, demandam que os peritos temporários tenham direito a benefícios que são oferecidos aos servidores efetivos, como auxílio-alimentação e ajuda de custo.

O portal Metrópoles entrou em contato com o Governo de Minas Gerais e aguarda uma resposta sobre a situação.