Belo Horizonte – A negociação sobre a participação do PSB de Minas Gerais na chapa liderada pelo deputado federal Patrus Ananias (PT) continua em aberto. As tensões aumentam entre os grupos locais, que demonstram descontentamento com a influência do Partido dos Trabalhadores (PT) nas decisões, muitas vezes tomadas apenas em Brasília.
O deputado estadual Carlos Pimenta (PSB), que representa uma ala chamada de "deputados municipalistas", destacou a importância de um diálogo direto. Em suas palavras, "é fundamental que Lula compreenda as expectativas dos candidatos de Minas Gerais, e para isso, precisamos de um encontro com Jarbas Soares". Esta reunião visa ouvir as aspirações do ex-procurador de Justiça de Minas Gerais, que é visto como um potencial candidato ao governo ou, pelo menos, como vice na chapa.
Pimenta indicou que, após esse encontro, será realizada uma reunião entre as lideranças estaduais com o intuito de estreitar as comunicações e alinhar as propostas. As preocupações são bem fundamentadas: uma escolha apressada, como a do ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Josué Gomes, sem o devido debate com os representantes locais pode gerar descontentamento, impactando a meta de eleger entre três a quatro deputados federais.
A ala do PSB acredita que Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, tem o apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para compor a chapa de forma similar à sua dupla em nível nacional. Contudo, essa escolha pode afastar ainda mais o PSB da sua base em Minas, que clama por uma discussão mais ampla.
Para Pimenta, a confiança na liderança do PSB mineiro, Otacílio Costa, é uma constante, mas ele enfatiza que é crucial que todos os discursos sejam harmonizados após as conversas. O futuro da chapa depende de uma escuta ativa das necessidades locais, um fator que, segundo ele, não pode ser negligenciado.




