Na última quarta-feira, dia 26 de agosto, o sindicato que representa os trabalhadores do Metrô do Distrito Federal tomou a decisão de iniciar uma greve a partir da próxima terça-feira, 1º de setembro. A paralisação foi aprovada após uma série de tentativas de negociação com o Governo do Distrito Federal (GDF) sem resultados satisfatórios.

Dentre as principais demandas da categoria, destaca-se a solicitação de realização de um novo concurso público para aumentar o efetivo de funcionários. Em comunicado nas redes sociais, o sindicato enfatizou a importância da greve como um meio legítimo de luta pelos direitos dos trabalhadores, lembrando que ao longo da história da categoria, a conquista de melhorias sempre esteve atrelada a mobilizações. “Não houve um concurso público realizado para o Metrô-DF sem luta, sempre foi greve e desta vez não será diferente”, afirmou a entidade.

Além do concurso, os metroviários reivindicam melhores condições de trabalho, o cumprimento das cláusulas do acordo coletivo vigente, e a aceitação integral da proposta apresentada pelo tribunal. A situação dos serviços do Metrô-DF já vinha gerando descontentamento, especialmente após a suspensão de um indicativo de greve no início do mês, que ocorreu em razão de uma negociação com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que um novo concurso fosse realizado.

Recentemente, problemas operacionais no Metrô-DF também chamaram a atenção do público. No dia 24 de agosto, a interrupção do serviço entre a Estação Central e a Asa Sul levou passageiros a deixarem os trens e caminharem pelo túnel. Em outra ocorrência, na quinta-feira, 20 de agosto, usuários que viajavam de Samambaia em direção à Estação Central enfrentaram dificuldades e precisaram desembarcar na estação de Águas Claras devido a falhas no serviço, conforme informado pelo aplicativo da companhia.

Além disso, uma manutenção programada entre as estações Arniqueiras e Guará, e Shopping e Asa Sul, no dia 5 de agosto, provocou lentidão significativa, aumentando o tempo de viagem em cerca de quatro minutos. Essa situação se agravou com o descarrilamento de um trem em um trecho da Asa Sul, que causou interrupções na operação e foi resolvida apenas no dia 28 de julho.

O Metrô-DF está trabalhando para restaurar a normalidade em suas operações, mas a insatisfação dos trabalhadores e os problemas recorrentes no serviço têm contribuído para a crescente tensão entre a categoria e a administração do sistema.