Na última terça-feira, 30 de junho, em Assunção, Paraguai, os países integrantes do Mercosul deram um passo significativo ao formalizar o início das negociações para um acordo de livre comércio com o Japão. Esse movimento foi anunciado durante a 68ª Cúpula de chefes de Estado do bloco.
O acordo proposto se destina a criar uma área de livre comércio que atenderá aproximadamente 400 milhões de pessoas e contemplará um Produto Interno Bruto (PIB) total de cerca de US$ 7 trilhões. O Japão, de acordo com informações do Mercosul, é um dos dez principais parceiros comerciais do bloco, com um comércio estimado em US$ 13,7 bilhões até 2025.
O comunicado conjunto dos países enfatiza que, por meio deste acordo, as partes buscam expandir o acesso a uma variedade de mercados, tanto para produtos agrícolas quanto não agrícolas. Além disso, a iniciativa visa promover cooperação e investimentos mútuos, integrando cadeias de valor entre as economias do Mercosul e do Japão.
Os líderes envolvidos reforçaram que essa parceria não é apenas uma questão econômica, mas também um marco nas relações bilaterais, fundamentadas em valores comuns como democracia, direitos humanos e multilateralismo. A importância da conexão humana e comercial também foi destacada, especialmente considerando a presença de uma significativa comunidade japonesa fora do Japão dentro do território do Mercosul.
O presidente do Paraguai, que também participou da cúpula, expressou seu entusiasmo com a nova etapa nas relações entre os países, elogiando a presença do líder brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Lula, por sua vez, aproveitou a ocasião para defender a autonomia do Mercosul, afirmando que “ninguém é dono da América do Sul”.
Com essa nova fase de negociações, as expectativas são altas, e os líderes esperam que o acordo traga benefícios mútuos, promovendo um ambiente de comércio mais acessível e dinâmico entre as nações.




