Em um cenário econômico cada vez mais desafiador, a gestão de custos operacionais se torna uma prioridade para empresas de todos os tamanhos. Um dos aspectos frequentemente subestimados é o consumo de energia elétrica, que pode representar até 20% das despesas totais, de acordo com um estudo realizado pela Fecomércio para 2025.
Nesse contexto, o mercado livre de energia surge como uma solução promissora para empresários que buscam não apenas reduzir custos, mas também aumentar a previsibilidade financeira. Com essa modalidade, empresas têm a oportunidade de firmar contratos de médio e longo prazos, permitindo estabelecer preços e volumes de consumo com antecedência, minimizando os impactos das flutuações sazonais do setor elétrico.
A assistência de especialistas na área é um dos grandes diferenciais desse mercado. Esses profissionais ajudam os empresários a compreenderem seu perfil de consumo e a planejar melhor a utilização da energia, identificando momentos estratégicos para expandir ou reduzir a produção. Isso é especialmente relevante em períodos em que a oferta de energia é menor, como durante a seca, quando os custos tendem a aumentar.
Rita Knop, diretora comercial da Neoenergia, sublinha a importância dessa estratégia: “Negociar prazos, volumes e preços com uma comercializadora pode minimizar fatores imprevisíveis que impactam a conta de luz. Essa estabilidade torna a gestão de energia mais eficiente e previsível, independentemente do porte da empresa.”
De acordo com a executiva, ao migrar para o mercado livre, empresas adquirem maior clareza sobre os custos futuros. Isso facilita o planejamento financeiro e a definição de investimentos, além de permitir decisões informadas sobre a expansão ou manutenção das operações. A previsibilidade dos custos de produção é essencial para criar preços competitivos e garantir a rentabilidade.
Entretanto, a adoção do mercado livre de energia também traz desafios, especialmente na escolha do fornecedor. A liberdade de contratar implica na responsabilidade de avaliar o histórico e a solidez da comercializadora, uma tarefa que exige cautela. Nos últimos anos, a expansão do mercado atraiu novos agentes, muitos dos quais não possuem uma trajetória consolidada no setor, elevando os riscos para os consumidores.
“Ofertas de preços excessivamente baixos podem ocultar armadilhas e levar a prejuízos. Empresas que não conhecem bem o setor elétrico estão mais suscetíveis a contratações arriscadas”, alerta Knop, referindo-se ao aumento da demanda por soluções da Neoenergia por parte de clientes que enfrentaram problemas com fornecedores incapazes de honrar contratos.
Para garantir uma transição segura, é crucial considerar fatores como solidez financeira, capacidade de geração própria e suporte especializado por parte do fornecedor. “A migração para o mercado livre deve equilibrar a eficiência financeira e a segurança operacional. A previsibilidade é fundamental para um crescimento sustentável, permitindo que as empresas foquem em suas atividades principais com maior controle sobre os custos de energia”, conclui Rita Knop.
Recentemente, ocorreu um talk promovido pelo Metrópoles sobre o tema, intitulado “Mercado livre de energia: como fazer a melhor escolha sem risco para o seu negócio”. O evento contou com a participação de Rita Knop e Henrique Severien, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (ABIH-DF), que abordaram cuidados essenciais na migração para o mercado livre, critérios para a escolha de fornecedores e estratégias para garantir segurança e estabilidade no fornecimento de energia.
Para aqueles que desejam se aprofundar no tema, o talk completo está disponível para visualização.




