O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, recentemente fez declarações sobre a atuação do ministro André Mendonça, relator do Caso Master, ao afirmar que a divergência de opiniões é uma característica essencial do trabalho em colegiados. Após criticar publicamente Mendonça, Gilmar optou por reforçar sua confiança no colega e enfatizar a importância da união entre os membros da Corte.
No programa Roda Viva, que ocorreu em 22 de junho, Gilmar Mendes expressou sua preocupação ao afirmar que Mendonça havia cometido um "erro crasso" ao se reunir com o advogado de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. A discussão se intensificou ainda mais durante a sessão que avaliou a manutenção da prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel.
Na última terça-feira, 30 de junho, ao deixar a presidência da Segunda Turma do STF, Gilmar Mendes fez um discurso que buscou promover a harmonia entre os ministros. Ele reiterou sua confiança na atuação de Mendonça e na importância do trabalho em conjunto: "As divergências em relação a certas medidas processuais não indicam desunião em relação à relevância do caso e à proteção dos direitos fundamentais dos investigados", afirmou.
Gilmar Mendes destacou que a pluralidade de opiniões é um dos pilares do exercício da jurisdição em tribunais. Ele concluiu sua fala defendendo a necessidade de união no Supremo, especialmente em tempos desafiadores.
Com a presidência da Segunda Turma passando para Luiz Fux em agosto, a expectativa é que a nova liderança continue a cultivar um ambiente de respeito e colaboração entre os membros da Corte, independentemente das diferenças.




