O alerta que mudou a vida de uma família

A história da inglesa Cat Davies, de 38 anos, ilustra como sinais sutis podem ser facilmente ignorados. Seu filho, Henry, de apenas três anos e meio, apresentou comportamentos estranhos que, à primeira vista, pareciam apenas travessuras infantis. No entanto, essas atitudes escondiam um grave problema de saúde: múltiplos acidentes vasculares cerebrais (AVCs).

Tudo começou no final de 2025, quando Cat percebeu que Henry estava brincando com um primo e exibia um sorriso torto que durou cerca de um a dois minutos. Apesar de notar o comportamento peculiar, ela atribuiu isso a uma simples brincadeira entre crianças, não dando a devida importância. “Ele estava agindo de forma um pouco estranha e instável, mas presumi que eles estivessem sendo bobos”, afirmou ao The Sun.

Meses depois, enquanto lia um livro para Henry, Cat notou que ele estava rindo de maneira diferente de uma história que, claramente, não tinha graça. Esse novo comportamento chamou sua atenção. Quando o menino tentou pegar um avião pendurado no teto e não conseguiu, Cat se alarmou ao vê-lo cambalear, incapaz de se manter em pé. “A princípio, pensei que talvez fosse formigamento ou que ele estivesse fazendo palhaçada. Mas reparei que todo o lado direito dele estava fraco, e que a boca dele também tinha caído para a direita”, relembra.

A busca por ajuda médica

Diante da situação alarmante, Cat imediatamente chamou o marido e acionou o serviço de emergência. A família foi levada a um hospital local e, em seguida, transferida para outra unidade médica. Durante a internação, Henry passou por 23 exames em um período de 24 horas, incluindo ressonâncias magnéticas, exames de sangue e testes cardíacos.

Os médicos diagnosticaram que o menino havia sofrido oito ataques isquêmicos transitórios (AITs), popularmente conhecidos como “mini-AVCs”. Essas crises ocorrem quando há uma interrupção temporária do fluxo sanguíneo em uma parte do cérebro, levando à falta de oxigênio. A equipe médica atribuiu os AVCs à varicela, uma infecção viral altamente contagiosa, que pode aumentar o risco de AVCs em crianças até seis meses após a infecção.

O futuro de Henry

Atualmente, com quatro anos, Henry não apresenta mais sinais de AVC e está prestes a iniciar a escola em setembro. Cat compartilha que os exames revelaram danos no lado esquerdo do cérebro do filho, mas afirmam que não há comprometimento das funções essenciais. “Os exames mostraram que há algum dano no lado esquerdo do cérebro dele. Mas não é uma área concentrada, então não está afetando nenhuma função essencial”, explica.

No momento, o pequeno segue um tratamento diário com aspirina e anticoagulantes para minimizar o risco de novos AVCs. A história de Henry serve como um lembrete importante sobre a vigilância quanto à saúde e os sinais que nossos filhos podem apresentar.