Liberdade Condicionada após Agressão a Adolescente
Em Goiânia, o lutador de jiu-jitsu Rafael Gomes Pereira, de 43 anos, foi libertado nesta quinta-feira (2/7) após ter sido preso por agredir um adolescente de 17 anos. O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) acatou um pedido de habeas corpus que revogou sua prisão preventiva, substituindo-a por monitoramento eletrônico por um período de 90 dias.
O caso ganhou notoriedade após o lutador espancar o jovem na Praça das Artes, no Jardim Goiás, após um desentendimento que envolveu o filho do lutador durante uma partida de futebol. De acordo com testemunhas, Rafael aplicou um golpe conhecido como "mata-leão", mantendo o adolescente imobilizado até que ele perdesse a consciência e convulsionasse.
Agravações e Testemunhos
Imagens registradas por pessoas presentes no local mostram o lutador mantendo o jovem no chão, mesmo após o pedido de uma mulher, que aparentava ser sua companheira, para que ele parasse as agressões. A situação deixou o adolescente inconsciente e provocou uma convulsão, conforme relatou sua família.
Condições de Liberdade
Para garantir sua liberdade, Rafael Gomes deverá cumprir diversas medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre elas, estão a obrigação de comparecer mensalmente ao juízo, não se ausentar da comarca sem autorização por mais de 10 dias, manter seu endereço atualizado, participar de todos os atos do processo e manter uma distância mínima de 100 metros das vítimas. O uso da tornozeleira eletrônica também é uma condição essencial, e qualquer violação poderá levar a uma nova prisão preventiva.
Após o incidente, o lutador tentou fugir, mas foi detido logo em seguida. Embora tenha inicialmente recebido liberdade sob monitoramento eletrônico, ele rompeu o dispositivo e foi considerado foragido. Sua defesa argumentou que o rompimento foi parte de uma estratégia para que ele pudesse se apresentar à Justiça voluntariamente.
Indiciamento e Consequências Legais
Rafael Gomes está indiciado pela Polícia Civil por tentativa de homicídio qualificado devido à asfixia e por corrupção de menores. O inquérito, conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), concluiu que havia elementos suficientes para o indiciamento. As investigações revelaram que, mesmo após deixar o jovem desacordado, o lutador continuou a agredi-lo. O caso agora segue para análise do Poder Judiciário, que dará prosseguimento ao processo.




