O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem uma agenda internacional definida para o mês de setembro, durante sua campanha eleitoral. Ele se prepara para discursar na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que ocorrerá em Nova York. Este evento, tradicionalmente, marca o início das atividades anuais da diplomacia mundial.
O discurso de Lula na ONU é especialmente significativo, pois o Brasil costuma ser o primeiro país a se pronunciar durante a Assembleia. Em sua última participação, em 2025, o presidente denunciou tentativas de interferência externa nos assuntos brasileiros, enfatizando que a soberania e a democracia são princípios inegociáveis.
Além disso, existe a expectativa de que Lula reencontre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos corredores da ONU. Este será o primeiro contato entre os dois líderes desde que a relação diplomática entre Brasil e Estados Unidos se tornou tensa, especialmente em decorrência de alegações de ingerência nas eleições brasileiras.
Ausência no Brics
Enquanto se prepara para a Assembleia Geral da ONU, Lula não deverá comparecer à cúpula do Brics, que acontecerá em Nova Déli, na Índia, nos dias 12 e 13 de setembro. Fontes próximas ao Palácio do Planalto revelaram que a decisão de faltar ao encontro se deve à necessidade de priorizar os compromissos relacionados à sua campanha eleitoral, que ocuparão a maior parte de sua agenda nos meses de setembro e outubro.
O Brasil será representado na cúpula do Brics pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Além dele, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, também está considerando participar do evento, acompanhando o chanceler brasileiro. A cúpula do Brics, que reúne 11 países emergentes, é uma oportunidade importante para discussões sobre economia e cooperação internacional.
Impactos da Agenda Internacional
A escolha de Lula em participar da Assembleia Geral da ONU em vez do Brics reflete a prioridade dada à sua imagem no cenário internacional e a relevância das questões de soberania e democracia no discurso brasileiro. Essa estratégia pode ter impactos significativos tanto na percepção interna quanto externa em relação ao governo petista.
Em resumo, a agenda de Lula para setembro demonstra um foco nas questões globais enquanto navega pelas complexidades da política interna brasileira, especialmente em um período de campanhas eleitorais acirradas.




