O brasileiro João Guilherme Correa, um proeminente membro da organização neonazista Hammerskin Nation, foi preso na Itália neste último sábado (27 de junho). Ele já havia sido condenado em seu país de origem pelo assassinato de um casal em 2009.
Correa, que está com um histórico de atividades violentas, foi capturado na região rural de Pavia. A prisão ocorreu após um alerta vermelho da Interpol, que o classificou como uma figura perigosa e com alto risco de fuga. O Ministério Público do Paraná (MPPR) havia denunciado sua participação ativa em uma rede neonazista internacional.
O caso de Correa remonta a um crime brutal perpetrado contra Bernardo Pedroso e Renata Ferreira, que tinham 24 e 21 anos, respectivamente, e foi motivado por disputas internas entre grupos que veneravam o líder nazista Adolf Hitler. O assassinato ocorreu em uma festa que celebrava o aniversário de 120 anos do nascimento de Hitler, realizada em Campina Grande do Sul, no Paraná. Além de Correa, Jairo Maciel Fisher também foi condenado pelo crime, recebendo uma sentença de 32 anos de prisão.
Em 2022, Correa foi preso durante uma convenção neonazista em Santa Catarina, mas conseguiu fugir para a Itália antes de cumprir sua sentença de 35 anos, imposta em março de 2025. Desde então, ele estava foragido, até ser finalmente detido pela polícia italiana.
Após a prisão, Correa foi levado para a sede da Polícia de Milão, onde deve ser interrogado. O processo de extradição para o Brasil já está sendo preparado, e as autoridades brasileiras aguardam o desdobramento dessa situação.
O impacto do caso de João Guilherme Correa destaca a necessidade de uma ação global coordenada contra movimentos extremistas. A detenção dele é um passo significativo na luta contra a disseminação de ideologias de ódio e violência.




