No dia 18 de agosto, o candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF), Kiko Caputo, do partido Novo, expôs suas propostas em uma sabatina na Rádio Metrópoles. Durante a entrevista, ele detalhou o projeto de construção de quatro estradas parques, uma iniciativa que visa aliviar o trânsito nas principais regiões do DF.

Caputo destacou que as novas vias seriam implantadas em Águas Claras, Brazlândia, Recanto das Emas e Planaltina. O objetivo é transformar estas estradas em artérias viárias que conectem diferentes áreas e melhorem a fluidez do tráfego. Em Brazlândia, por exemplo, a estrada planejada cortaria a Estrutural e se ligaria à Epia, enquanto a Estrada Parque em Planaltina facilitaria o acesso à ponte do Lago Norte.

“Vamos criar quatro novas estradas que servirão para facilitar o deslocamento das pessoas. Também vamos investir significativamente em transporte público, incluindo a expansão do metrô e a implementação de um trem entre Brasília e Goiânia”, explicou Caputo.

Além das estradas, o candidato anunciou a intenção de construir quatro hospitais em regiões estratégicas como Ceilândia, São Sebastião, Noroeste e Guará, um deles focado em tratamento oncológico. Caputo enfatizou a urgência de melhorias na saúde pública, afirmando que “a saúde não pode esperar” e que é necessário investir de maneira responsável.

A privatização de serviços públicos foi outro tema que permeou a conversa. Caputo não descartou a possibilidade de privatizar áreas não essenciais, mas garantiu que serviços fundamentais como saúde, segurança e educação permaneceriam sob controle público. “Para mim, a privatização não é um tabu, mas sim uma oportunidade. Minha prioridade é garantir serviços públicos de qualidade”, afirmou.

Em relação à segurança, o candidato propôs aumentar o efetivo das forças policiais e melhorar a remuneração dos servidores, além de investir em tecnologias de monitoramento, como câmeras de segurança e inteligência artificial, para auxiliar no combate ao crime.

Caputo também abordou a questão da educação, relatando a necessidade de reformas e ampliações nas escolas públicas do DF, destacando que “é inaceitável que apenas 10 escolas funcionem em tempo integral, enquanto Goiás tem 80”. Ele sugeriu parcerias público-privadas para ampliar o número de instituições que oferecem ensino integral.

Por fim, o candidato criticou a estrutura atual do governo, a qual considera ineficiente e inflacionada, prometendo uma redução no número de secretarias e um combate mais rigoroso à corrupção. “Precisamos de uma gestão que priorize a eficiência e busque fontes inovadoras de financiamento para o DF”, concluiu Caputo.