Belo Horizonte – O ex-prefeito de Belo Horizonte e atual candidato ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), fez declarações impactantes sobre o motivo pelo qual é alvo de críticas de seus possíveis adversários na corrida eleitoral. Em um evento realizado no último domingo (26/7), Kalil explicou que as críticas estão ligadas à sua postura firme contra práticas corruptas.
Durante a convenção do partido na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Kalil relembrou um escândalo de corrupção envolvendo a Câmara Municipal de Belo Horizonte e empresários do setor de transporte público, que ficou conhecido como o esquema do “panetone”. “Às vezes não gostam de mim por não gostar de coisa errada. Eu não faço parte desta turma do ‘panetone’”, afirmou ele, referindo-se ao esquema de propina que manchou a reputação de várias figuras públicas.
Kalil fez questão de ressaltar que o seu descontentamento com a corrupção é um dos fatores que o colocam em desacordo com certos políticos, especialmente com o ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), que o acusou de interferência em pautas legislativas relacionadas ao setor de transporte.
Além disso, a relação de Kalil com o atual governador Mateus Simões (PSD), que busca a reeleição, também é tensa. No evento de confirmação de sua candidatura, Kalil foi apoiado por líderes do PDT, incluindo o ex-ministro Carlos Lupi e o deputado federal Mário Heringer. Ambos reforçaram a estratégia de campanha que visa evitar uma aliança com o Partido dos Trabalhadores (PT) no primeiro turno da disputa.
Heringer argumentou que a presença de um candidato petista poderia gerar polarização, especialmente em um cenário onde o bolsonarismo está em ascensão. Kalil, por sua vez, esclareceu que não se opõe a alianças, mas destacou que o PT já havia definido um candidato antes mesmo do início da corrida eleitoral. “Não neguei nada. O PT teve candidato desde o primeiro dia”, afirmou.
A candidatura de Kalil traz à tona diversos desafios políticos, não apenas por sua postura ética, mas também por sua capacidade de unir forças em um ambiente político fragmentado. A expectativa é que a campanha se intensifique nas próximas semanas, trazendo à tona debates sobre corrupção e ética na política mineira.




