Belo Horizonte – A Justiça de Minas Gerais decidiu, na tarde de terça-feira (21/7), estabelecer sigilo no processo investigativo sobre a morte da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Michele Leão Azevedo, de 41 anos. A medida foi solicitada pela defesa do 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, que está preso sob a acusação de feminicídio.
Apesar da decisão de manter o caso em sigilo, a audiência de custódia do sargento permanece agendada para a manhã desta quarta-feira (22/7), às 8h30. Espera-se que a Justiça tome uma decisão a respeito da prisão, que pode ser convertida em preventiva ou outra modalidade, ou até mesmo determinar a liberdade do militar, com ou sem condições cautelares.
Essa audiência ocorre em um momento delicado, pois amigos, familiares e colegas de trabalho da capitã Michele se reúnem para prestar suas últimas homenagens. O velório será realizado das 9h às 15h na Capela da Funerária São Cristóvão, localizada no bairro Nova Gameleira, em Belo Horizonte, com o sepultamento marcado para as 16h no Cemitério da Paz.
Entenda o caso
Na noite de segunda-feira (20/7), a capitã foi levada ao Hospital Odilon Behrens pelo próprio marido, mas já chegou sem vida. De acordo com a equipe médica, a morte ocorreu entre quatro a seis horas antes da chegada ao hospital. Durante a avaliação, foram observadas várias lesões no corpo de Michele, incluindo traumatismo craniano e ferimentos graves no rosto, o que levou a Polícia Civil a classificar o caso como feminicídio.
Eduardo Abner, em seu depoimento, alegou que o casal havia consumido bebidas alcoólicas e comprimidos de ecstasy após uma confraternização em casa. Segundo o sargento, o casal teria se envolvido em práticas sexuais consensuais que incluíam dominação e agressões. Ele afirmou ainda que Michele caiu da escada e bateu a cabeça, recusando atendimento médico, sendo encontrada desacordada horas depois.
A Polícia Civil está investigando a dinâmica dos eventos e espera os laudos periciais para elucidar as circunstâncias que levaram à morte da capitã. Além da investigação por feminicídio, Eduardo também enfrenta acusações de tráfico de drogas, após ser flagrado descartando uma caixa com 18 comprimidos de ecstasy no banheiro do hospital. A droga foi apreendida pelas autoridades.




