O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) decidiu pela libertação condicional de Adaylton Nascimento Neiva, de 47 anos, que ganhou notoriedade como o Maníaco do Novo Gama. Ele cumpriu pena por crimes hediondos, incluindo homicídios e estupros, e foi condenado a 54 anos e 6 meses de prisão.

Adaylton cometeu seus crimes entre os anos 2000 e 2001, entre as vítimas estavam sua parceira, que estava grávida, e sua enteada, uma criança de apenas cinco anos. O histórico criminal de Adaylton é marcado por atos violentos e perturbadores, que o tornaram uma figura temida na sociedade.

Após passar por várias etapas de detenção, Adaylton ficou encarcerado em diferentes períodos: de abril de 2000 a janeiro de 2001, entre março de 2001 e outubro de 2009, e novamente a partir de julho de 2010. Em dezembro de 2011, foi transferido para a Ala de Tratamento Psiquiátrico (ATP) da penitenciária Colmeia, onde cumpriu sua pena sob medida de segurança.

A decisão da juíza Leila Cury, datada de 19 de outubro, afirma que a condição de saúde mental de Adaylton não justifica a continuidade de sua internação. "Os elementos presentes no Processo de Execução são suficientes para atestar que o quadro de saúde mental atual do paciente não demanda a continuidade do tratamento em regime de internação", destacou a magistrada.

Embora tenha sido concedida a liberdade condicional, Adaylton deverá seguir um acompanhamento rigoroso, que inclui tratamentos médicos e psicológicos, além de ser monitorado pelo serviço social do TJDFT e por familiares. Este acompanhamento é fundamental para garantir que ele não represente um risco à sociedade.

A decisão gerou polêmica entre a população, que expressa preocupação com a segurança pública e o impacto da reintegração de indivíduos com passagens por crimes graves. A situação levanta um debate sobre a eficácia das medidas de segurança e o direito à reabilitação.