Recentemente, a Justiça decidiu a favor da cantora Simony em um processo movido pela SV Experience, que a acusava de não realizar um show previamente agendado. A ação, que gerou polêmica e expectativas, foi encerrada em um despacho que favoreceu a artista, revelando um aspecto técnico relevante.
A controvérsia teve início em outubro de 2021, quando a empresa de eventos contratou Simony para uma apresentação no Caravana SV Experience. Segundo a reclamação, um cachê de R$ 7 mil foi pago de forma integral, mas o espetáculo nunca ocorreu. A SV Experience alegou que a artista confirmou presença em várias oportunidades, mas não compareceu em nenhuma das datas programadas. Mesmo após uma notificação extrajudicial enviada em outubro de 2024, oferecendo novas datas, o show não foi realizado e o valor não foi devolvido.
A ação judicial, que pleiteava cerca de R$ 7,8 mil, já com correção monetária, foi analisada pelo juiz Gustavo Nardi. Em sua sentença, proferida em 22 de junho, ele declarou improcedentes os pedidos da empresa, fundamentando-se na prescrição do direito de cobrança.
O magistrado destacou que, conforme a legislação, existe um prazo de três anos para solicitar a devolução de valores indevidamente recebidos. No entanto, a SV Experience ajuizou a ação apenas em 2025, ou seja, após o término do período legal. Com isso, a Justiça reconheceu que a empresa perdeu o direito de exigir judicialmente o ressarcimento.
A sentença foi apreciada com resolução de mérito, o que implica que a questão já foi debatida e não pode ser reexaminada em futuras ações. Essa decisão marca um momento importante na carreira de Simony, que já enfrentou outros desafios jurídicos recentemente, e reafirma a necessidade de cuidado ao formalizar contratos e acordos no setor artístico.




