Belo Horizonte – A Justiça de Minas Gerais emitiu uma decisão liminar que proíbe o fechamento da agência 3203 do Itaú, localizada em Resplendor, no Vale do Rio Doce. Esta medida é resultado de um pedido apresentado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que destaca a importância do atendimento presencial na região.
A decisão judicial determina que o banco deve continuar oferecendo seus serviços na unidade por pelo menos mais 30 dias. Isso ocorre após a Promotoria de Justiça local identificar irregularidades no processo de fechamento, uma vez que a agência é a única na cidade, deixando os moradores sem opções de atendimento bancário.
Se a agência já tiver sido fechada antes da intimação judicial, o Itaú é obrigado a reabri-la e a restabelecer os terminais de autoatendimento no prazo máximo de 48 horas. O descumprimento dessa ordem resultará em multas diárias para a instituição.
O desfecho dessa ação se deu após o anúncio do banco sobre o fechamento da agência e a transferência das contas dos clientes para a unidade de Aimorés, que fica a cerca de 34 quilômetros de Resplendor. O MPMG afirmou que o Itaú não atendeu a requisitos estabelecidos pelo Banco Central, como a necessidade de apresentar um Relatório de Impacto Econômico e Social, bem como a obrigação de notificar os clientes com pelo menos 30 dias de antecedência.
O fechamento da agência gerou grande descontentamento entre a população local, especialmente entre aposentados e pensionistas que dependem do atendimento físico. Além disso, muitos consumidores relataram longas filas sob o sol intenso nos dias que antecederam a decisão de encerramento.
Na semana passada, o MPMG havia iniciado uma investigação sobre a situação e oferecido um prazo de 72 horas para que o Itaú apresentasse documentos que comprovassem os avisos prévios aos clientes e as medidas adotadas para assegurar um atendimento adequado durante essa transição.
Em resposta, o Itaú informou que o fechamento estava programado para o dia 24 de junho e que todos os trâmites legais estavam sendo seguidos, garantindo a continuidade do atendimento por meio de canais digitais e na agência de Aimorés. Contudo, a instituição não se manifestou sobre as reclamações dos clientes quanto às filas e às questões levantadas pelo Ministério Público.
Com a decisão liminar, a agência permanecerá em operação até que a Justiça faça uma nova avaliação sobre o caso.




