Desdobramentos no processo de intervenção da SAF do Vasco

A juíza Caroline Rossy Brandão Fonseca, responsável pela 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), anunciou sua suspeição para prosseguir com o processo que envolve a intervenção judicial na administração do Clube de Regatas Vasco da Gama. A decisão foi comunicada na noite de quinta-feira, dia 2 de julho, e ocorre após a renúncia da gestora judicial que havia sido designada para a tarefa provisória.

Em sua declaração, a magistrada mencionou que tomou conhecimento de “fatos supervenientes” às 20h14 do mesmo dia, que a levaram a se afastar do caso, embora não tenha revelado os detalhes que motivaram sua decisão. Segundo Caroline Rossy, tais informações já foram informadas aos órgãos superiores do TJRJ, e sua continuidade no processo se tornava inviável.

A declaração de suspeição ocorre em um momento crítico, logo após a chegada dos novos advogados do Vasco e do representante do investidor 777 Carioca. Os advogados do clube solicitaram a revisão da decisão que resultou na remoção do presidente Pedrinho e de outros membros da diretoria da SAF vascaína.

A juíza também destacou que, antes de dar uma resposta ao pedido, era necessário ouvir as partes envolvidas, incluindo o Ministério Público, a administração judicial e a 777. Assim, mesmo com o afastamento, Caroline Rossy designou a advogada Adriana Campos Conrado Zamponi para assumir temporariamente as funções da intervenção, em colaboração com Alexandre Cordeiro Macedo, ex-presidente do CADE.

Contexto da intervenção na SAF do Vasco

Em uma decisão anterior, datada de 23 de junho, a juíza havia afastado Pedrinho e outros dois membros do Conselho de Administração da SAF do Vasco, nomeando a advogada Samantha Longo como gestora judicial. No entanto, Longo acabou renunciando ao cargo devido a preocupações com sua segurança pessoal, o que levou à criação de um novo cenário para a administração do clube.

Agora, com o processo em transição para a 6ª Vara Empresarial, a expectativa gira em torno de como o novo juízo conduzirá os desdobramentos da intervenção, a situação da SAF e o futuro do clube, que enfrenta desafios significativos em sua gestão e governança.