O renomado cineasta brasileiro Jorge Furtado apresenta seu mais recente projeto, o longa-metragem "Muito Prazer", que estreia nesta quinta-feira, 27 de agosto. A trama gira em torno de Rubem, interpretado por Daniel de Oliveira, que herda um motel em dificuldades financeiras e elabora um plano ousado para revitalizar o negócio: gravar e vender vídeos feitos com câmeras escondidas nos quartos.
Ao chegar ao motel, Rubem encontra Grace, vivida por Luisa Arraes, a antiga funcionária, que ainda reside no local. Juntos, eles se unem a Nalva (Samantha Jones), uma especialista em tecnologia que os ajudará a concretizar a ideia. Durante uma entrevista ao Metrópoles, os protagonistas revelaram que aceitaram participar do filme sem hesitação, confiantes na direção de Furtado.
Furtado enfatiza que o longa busca explorar como as relações humanas, o afeto e a sexualidade estão sendo moldados pela era digital e pelos algoritmos. Segundo ele, a proposta do filme é investigar como a paixão se manifesta em um mundo onde as conexões são frequentemente mediadas por tecnologia. "Como isso se aplica à paixão? Se você gostou de um livro, é uma coisa; mas se você gostou de uma pessoa, é completamente diferente", argumentou o diretor.
O ambiente do motel é central para essa narrativa, já que, segundo Furtado, o espaço também atua como um catalogador de desejos e fantasias. Ele observa que, embora "Muito Prazer" contenha críticas sutis à tecnologia, a moral da história reside na importância do consentimento nas relações.
Questionado sobre a situação do cinema brasileiro após as eleições, Furtado expressou sua preocupação, afirmando que não acredita que seja prudente interferir no setor cinematográfico nacional. "Dois presidentes tentaram acabar com o cinema brasileiro e estão presos agora", declarou. Ele mantém a esperança de que a indústria cinematográfica sobreviva, independentemente dos desafios políticos.
Daniel de Oliveira também compartilhou sua visão, afirmando que acredita em uma vitória de Lula e numa perspectiva otimista para o futuro do cinema. "Acho que vamos ter cinema ainda", concluiu o ator.




