Belo Horizonte – A escolha do vice-governador na chapa de Patrus Ananias (PT) em Minas Gerais gerou uma intensa disputa interna no PSB. O embate ocorre entre dois grupos distintos: um que apoia o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares Júnior, ligado ao senador Rodrigo Pacheco, e outro que defende o empresário Josué Gomes, apoiado por figuras como Lula e Geraldo Alckmin, que buscam revitalizar a aliança nacional entre o PT e o PSB.
A decisão sobre quem será o candidato a vice deve ser tomada em conjunto pelos diretórios nacionais dos partidos envolvidos. De acordo com o deputado estadual Carlos Pimenta (PSB), um dos líderes da facção municipalista próxima a Pacheco, Jarbas Soares é favorecido por sua longa e respeitável carreira no judiciário, além de seu bom relacionamento com políticos de diferentes espectros ideológicos.
Pimenta, que defende Jarbas como o principal candidato, reconhece que, sem o suporte do PT, a candidatura não terá chances de sucesso. No entanto, ele observa que Josué Gomes parece ter se distanciado dos membros do PSB. “O Lula parece ter manifestado o desejo de lançar Josué Gomes como vice, buscando relembrar a parceria com José Alencar, mas Josué se afastou do partido e não mantém contato com os candidatos a deputado”, declarou o parlamentar.
Uma alternativa para manter Josué Gomes na chapa seria indicar Jarbas Soares para a segunda vaga ao Senado, uma estratégia que poderia incluir apoio à sua candidatura à prefeitura de Belo Horizonte em 2028. No entanto, aliados de Jarbas, como Pimenta, consideram essa estratégia desfavorável, afirmando que isso beneficiaria mais a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), e que candidatos de direita têm boas chances de vitória nessa disputa.
“Essa vaga no Senado não representa nada para nós. É simbólica e pode acabar prejudicando a imagem de Jarbas numa posição sem real possibilidade de sucesso”, finalizou Pimenta.




