A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, fará parte do Encontro Nacional de Católicos e Católicas do PT, que ocorrerá na próxima terça-feira, 30 de junho, na sede nacional do partido, em Brasília. O evento reunirá militantes do PT e representantes religiosos com o objetivo de abordar questões relevantes para o Brasil, como os desafios enfrentados pelo país, bem como a relação entre fé e democracia.
Dentre os participantes confirmados, destacam-se o monge beneditino Marcelo Barros e o frei Davi, fundador da Educafro e frade franciscano. O evento também contará com a presença de figuras importantes do partido, como Edinho Silva, presidente nacional do PT, Gilberto Carvalho, coordenador-geral da pré-campanha do presidente Lula, e Gleide Andrade, tesoureira nacional do PT.
A participação de Janja em eventos religiosos reflete uma estratégia do governo para estreitar laços com grupos evangélicos e católicos. Até o momento, a primeira-dama tem intensificado sua presença em encontros religiosos, buscando promover um discurso de inclusão e diálogo. Isso se torna ainda mais relevante considerando que esses grupos representam segmentos da população que, historicamente, têm mostrado resistência ao presidente Lula.
No início de junho, durante o Encontro Nacional de Evangélicos do PT, Janja respondeu a críticas feitas pelo pastor Silas Malafaia, que havia zombado das reuniões dela com mulheres evangélicas. Em sua defesa, Janja afirmou: "Eu também não chamo ele [Malafaia] de pastor. Ele teve a cara de pau de ir a uma rede social e dizer que eu estava conversando com mulheres insignificantes. Insignificante é ele, porque toda mulher, para mim, é importante". Janja destacou a importância de ouvir e dialogar com todas as mulheres, independente do tamanho do grupo.
Com essa nova abordagem, a primeira-dama busca reverter a imagem do governo entre os eleitores católicos e evangélicos, promovendo um espaço de diálogo e compreensão em tempos de polarização política.




