A Corte Suprema de Cassação da Itália está prestes a deliberar sobre um novo pedido de extradição de Carla Zambelli, ex-deputada brasileira, nesta quarta-feira (1° de julho). A solicitação, feita pelo governo brasileiro, diz respeito a uma condenação de Zambelli a cinco anos e três meses de prisão, decorrente de um incidente em que ela perseguiu um homem armada durante as eleições de 2022.
A condenação que levou ao pedido de extradição refere-se a crimes de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. A Corte de Apelação de Roma já havia se posicionado a favor da extradição, mas Zambelli recorreu à Corte Suprema, a instância máxima do Judiciário italiano, onde aguarda a decisão final.
Se a Corte Suprema aceitar o pedido de extradição, a palavra final caberá ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio. Este cenário acontece em um contexto em que, anteriormente, a mesma corte negou uma extradição referente a outra condenação de Zambelli, que envolvia a invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), condenação essa que resultou em uma pena de dez anos.
No caso de invasão, Zambelli e o hacker Walter Delgatti Neto foram acusados de inserir documentos falsos no sistema do CNJ, incluindo um mandado de prisão dirigido ao ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte fez questão de destacar que Moraes não apenas foi uma das vítimas, mas também atuou como juiz na condenação de Zambelli.
Em 25 de maio do ano passado, a ex-deputada deixou o Brasil, passando pela fronteira com a Argentina, e se dirigiu primeiro aos Estados Unidos antes de chegar à Itália, onde foi detida em 29 de julho. Após a negativa do pedido de extradição, Zambelli foi liberada.
A extradição é um processo formal que permite que um país solicite a entrega de uma pessoa que foi condenada ou é suspeita de cometer crimes, com base em acordos internacionais.




