Acusações do Irã Contra os EUA
O Ministério das Relações Exteriores do Irã denunciou os Estados Unidos por crimes de guerra, citando ataques a infraestruturas civis durante a noite de quinta-feira, 16 de julho. Este incidente marca o sexto dia consecutivo de ofensivas aéreas norte-americanas contra o país, o que gerou forte condenação por parte de Teerã.
No comunicado oficial, o Irã destacou que essas ações militares violam normas da Carta das Nações Unidas e princípios do direito internacional humanitário. O governo iraniano descreveu as ameaças e os ataques a alvos vitais, como pontes e usinas elétricas, como evidências de uma intenção criminosa e de graves violações do direito penal internacional, incluindo as convenções de Genebra de 1949.
Exemplos de Ataques Citados
Entre os ataques destacados pelo governo iraniano, está o bombardeio ao quartel da 388ª Brigada do Exército em Bampur, que resultou na morte de sete civis. Além desse incidente, foram mencionados ataques a um silo de armazenamento de trigo em Hoveyzeh e uma fábrica de água engarrafada em Musian, além de uma torre de controle marítimo em Chabahar, que, segundo o Irã, foi atingida para dificultar operações de resgate de pescadores.
O governo iraniano alertou para as implicações internacionais diante da inação da comunidade global em resposta a esses ataques, ressaltando que isso poderia acarretar consequências perigosas para todos os países envolvidos.
Traição à Diplomacia
O comunicado também criticou os Estados Unidos por, segundo o Irã, terem “traído a diplomacia” ao realizar ataques enquanto negociações estavam em andamento. O governo iraniano enfatizou que o regime norte-americano não honrou um memorando de entendimento, que havia sido alcançado com a boa-fé do Irã e o esforço de mediadores.
Teerã atribuiu a responsabilidade pelas repercussões da ruptura dos compromissos negociados integralmente ao governo dos EUA.
Direito à Autodefesa e Relações Regionais
Em uma seção dedicada às nações vizinhas, o Irã reafirmou que suas ações defensivas contra bases e instalações militares dos EUA são respaldadas pelo direito à autodefesa, conforme o Artigo 51 da Carta das Nações Unidas. O ministério iraniano também instou os países do Golfo Pérsico a impedir que seus territórios sejam usados para operações militares contra o Irã, com o objetivo de evitar uma escalada do conflito.
Por fim, a República Islâmica do Irã manifestou seu desejo de não ter hostilidade contra seus vizinhos, defendendo que a segurança regional duradoura é alcançada por meio do entendimento e cooperação entre os países da região, longe da presença militar e da interferência dos Estados Unidos.




