O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que avalia a inflação no setor industrial, sofreu uma queda de 0,30% em maio de 2026. O dado foi revelado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última terça-feira, 30 de junho, após o indicador ter registrado aumentos consecutivos nos meses anteriores.
Em março e abril, o IPP havia mostrado subidas significativas de 2,28% e 2,62%, respectivamente. Retrospectivamente, o índice acumula uma alta de 4,80% no ano até o momento e uma variação de 1,99% nos últimos 12 meses até maio.
Atividades Industriais e Influências da Queda
De acordo com os dados, sete das 24 atividades analisadas pelo IBGE apresentaram redução nos preços em maio. Para comparação, três setores haviam registrado quedas em abril em relação a março. As variações mais expressivas foram observadas nas indústrias extrativas, com uma diminuição de 5,90%, seguidas por borracha e plástico (4,80%), madeira (3,08%) e outros produtos químicos (2,14%).
Em termos de influência sobre o resultado agregado, o setor de alimentos se destacou negativamente, contribuindo com -0,48 pontos percentuais (p.p.) para a variação geral de -0,30% da indústria. Outras atividades também impactaram a queda, como as indústrias extrativas com -0,30 p.p., borracha e plástico, que adicionou 0,20 p.p., e outros produtos químicos com 0,19 p.p.
O que é o IPP?
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) mede as variações nos preços de produtos na “porta da fábrica”, excluindo impostos e frete. O indicador abrange 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação, refletindo a dinâmica do mercado industrial brasileiro.
Perspectivas Futuras
A queda no IPP em maio pode sinalizar uma possível desaceleração da inflação industrial, o que poderá ter implicações nas decisões de política econômica e nas expectativas do mercado. Especialistas estarão atentos às próximas divulgações do IBGE para entender melhor a tendência de preços no setor industrial e suas consequências para a economia como um todo.




