A aposentada Antonia Pereira da Silva, de 86 anos, conseguiu uma vaga em uma unidade de terapia intensiva (UTI) em Goiânia após uma intensa espera de três dias e a mobilização de seus familiares. Antonia foi transferida da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Senador Canedo para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) no domingo à noite, 23 de outubro.

A idosa, que sofreu um infarto e necessitava de cuidados cardiológicos especializados, havia sido internada na UPA desde quarta-feira, 20, aguardando por um leito que atendesse suas necessidades.

A família, preocupada com a situação da avó, decidiu buscar a ajuda do Mais Goiás, que fez a cobertura do caso e trouxe à tona a urgência da transferência. Thainara Pereira, neta da idosa, relatou que, após a avaliação da equipe médica, ficou claro que não seria necessária uma cirurgia imediata, mas a paciente precisaria de acompanhamento constante para questões renais.

Histórico Clínico e Condições de Saúde

A internação de Antonia se deu após um episódio em que ela perdeu a consciência durante um exame. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a levou para a UPA, onde os médicos notaram que a idosa apresentava falta de ar, um sintoma que havia se agravado nos últimos dias. Exames realizados indicaram que o coração de Antonia estava batendo mais lentamente do que o normal, levando à solicitação de internação em cardiologia.

Além dos problemas cardíacos, o pedido de internação também mencionava alterações nos exames relacionados à anemia e ao funcionamento dos rins. Embora a paciente estivesse consciente e orientada, a equipe médica considerou essencial a transferência para uma unidade com suporte intensivo e atendimento especializado.

A Repercussão e o Alívio da Família

Após uma espera angustiante, a notícia da transferência para a UTI foi recebida com grande alívio pela família de Antonia. A mobilização e o apoio da mídia foram fundamentais para garantir o atendimento necessário em tempo hábil.

Este caso não é isolado. Há relatos de outras crianças e adultos que também enfrentam dificuldades em conseguir vagas em unidades de terapia intensiva na região, evidenciando uma preocupação crescente com a capacidade dos hospitais locais em atender a demanda por cuidados intensivos.

Conclusão

A situação de Antonia Pereira da Silva ilustra não apenas a luta individual por acesso a cuidados de saúde, mas também a importância da atenção da mídia e da comunidade em auxiliar aqueles que necessitam de atendimento médico urgente. A esperança é que, com ações conjuntas, mais pacientes consigam o suporte que precisam em momentos críticos.