Na manhã de quarta-feira, 1° de julho, a Operação Coluna Sul, coordenada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), resultou na prisão de um homem em Mogi Guaçu, interior de São Paulo. A ação teve como foco o Primeiro Comando da Capital (PCC) e se estendeu a cinco estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

Durante a operação, as autoridades descobriram uma lista detalhada contendo nomes e informações pessoais de mulheres presas que estão vinculadas ao PCC. Essa lista foi localizada em uma residência em Mogi Guaçu, onde também foram encontradas anotações relacionadas ao tráfico de drogas. O homem detido é considerado um intermediário entre as detentas e a facção e teria atuado como um suporte logístico para as integrantes do PCC fora do sistema prisional.

A operação envolveu a execução de dois mandados de prisão e três mandados de busca e apreensão nas cidades de Hortolândia e Mogi Guaçu. As investigações conduziram à expedição de 320 ordens judiciais pela Justiça de Santa Catarina, incluindo 151 mandados de prisão temporária e 169 de busca e apreensão nos estados alvos.

O desdobramento desta operação é uma continuação da Operação Maserati, realizada em 2021, que visou a expansão da facção criminosa em Santa Catarina, região estratégica próxima aos portos que facilitam o tráfico de drogas. Com a nova fase da operação, as autoridades buscam desmantelar a influência do PCC no sul do Brasil, uma tarefa que se mostra cada vez mais urgente diante da gravidade dos crimes associados à organização.

Segundo investigações do MPSC, os membros do PCC estão envolvidos em uma ampla gama de atividades criminosas, que incluem não apenas o tráfico de drogas, mas também homicídios, porte ilegal de armas e formação de quadrilhas. A ampliação das operações contra a facção busca, portanto, combater de maneira eficaz a organização e suas ramificações no Brasil.