Na última quarta-feira (1º/7), um homem perdeu a vida durante uma intensa operação desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), ligado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A ação tinha como alvo a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e ocorreu no estado do Paraná.
De acordo com as informações fornecidas pelas autoridades, o suspeito disparou contra os policiais enquanto cumpriam ordens judiciais. No momento em que as equipes chegaram ao local, os indivíduos começaram a atirar, resultando em um violento confronto. Policiais do Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone) reagiram para conter os disparos e assegurar a integridade da operação.
A troca de tiros foi tão severa que exigiu a mobilização de equipes de apoio, dada a resistência dos envolvidos e a periculosidade do grupo. O homem, identificado como membro da facção, foi atingido e morreu no local. Segundo o MPSC, ele estava armado com uma pistola que possuía um seletor de rajada, o que intensificou a gravidade do conflito.
A Operação Coluna Sul
A Operação Coluna Sul, considerada a maior ação já realizada pela força-tarefa do Gaeco, teve como objetivo desmantelar a organização criminosa PCC em seis estados do Brasil. A operação foi meticulosamente planejada e resultou na expedição de 320 ordens judiciais, incluindo 151 mandados de prisão temporária e 169 mandados de busca e apreensão, emitidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina.
As ações ocorreram em diversas localidades, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. O MPSC informou que essa operação é um desdobramento da Operação Maserati, e visa enfraquecer a articulação do PCC, que tem se mostrado ativo tanto dentro quanto fora do sistema prisional.
Todo o material apreendido durante a operação será enviado para análise pela Polícia Científica de Santa Catarina, a fim de complementar as investigações e assegurar que todos os envolvidos sejam responsabilizados por suas ações criminosas.




