Articulação no Senado em busca de votação da PEC 6 X 1
O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que lidera as ações do governo no Congresso, anunciou nesta quarta-feira (2 de setembro de 2026) que o governo está avaliando a possibilidade de convocar uma sessão extraordinária no Senado. O objetivo é votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a atual escala de 6 X 1, antes da proximidade das eleições.
Rodrigues informou que a oposição conseguiu induzir ausências no plenário, o que impediu a votação da proposta. Ele irá dialogar com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, para articular essa sessão ainda em setembro. Caso essa alternativa não se concretize, a proposta será incluída no esforço concentrado do Congresso, programado para a segunda semana de outubro.
Expectativas para a votação da PEC
O senador Randolfe expressou confiança de que Alcolumbre irá colocar a PEC em votação assim que houver condições favoráveis para sua aprovação. Ele destacou que o presidente do Senado está em constante diálogo com o governo e pretende garantir a presença necessária para que medidas provisórias, como a que trata da taxa sobre blusinhas, sejam votadas.
A proposta, que estava agendada para ser votada nesta quarta-feira, não foi ao plenário devido a estratégias coordenadas por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN), líderes da oposição. Rodrigues elogiou a competência de Flávio, mas reconheceu que a articulação da oposição foi eficaz, resultando na ausência do senador Flávio Bolsonaro na votação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Perspectivas e desafios do governo
Ainda que a PEC tenha sido aprovada na CCJ, o governo julga que a segurança em relação à presença dos senadores é insuficiente para levar a proposta a votação. A emenda exige um mínimo de 49 votos favoráveis para ser aprovada em dois turnos no Senado. Rodrigues alertou para o risco de não haver votação, afirmando: “Queremos garantir que essa questão seja votada com a certeza de que será aprovada.”
Ele assegurou que as negociações e articulações para consolidar os votos continuarão, com a meta de aprovar a PEC até o final de outubro. “Posso garantir que até o final de outubro, essa matéria será votada de qualquer maneira”, concluiu.




