Investigação em curso
A Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA) está apurando as ações do coordenador do Hospital Veterinário Público de Brasília (Hvep), Armando Basílio, após denúncias de maus-tratos a uma cadela doente. O incidente ocorreu na sexta-feira, 17 de julho, quando a cadela foi deixada amarrada na entrada da unidade de saúde animal.
Segundo informações colhidas pela coluna Na Mira, o tutor da cadela buscou atendimento veterinário, mas, ao ser informado sobre a falta de senhas disponíveis, decidiu abandonar o animal amarrando-o em uma grade externa do hospital. Em sua defesa, o homem alegou que não tinha condições financeiras para arcar com os custos do tratamento da cadela.
Reações e testemunhos
Testemunhas relatam que, após o abandono, o coordenador do Hvep teria se recusado a prestar atendimento à cadela, sugerindo que a soltassem, afirmando que “não era um problema do hospital”. Esta atitude gerou indignação e levou a várias denúncias anônimas sobre a situação do animal, que ficou preso por mais de quatro horas.
Uma equipe da DRCA compareceu ao local após receber as reclamações e encontrou a cadela amarrada em uma estrutura de ferro. No entanto, o coordenador não estava mais na unidade no momento da visita dos policiais. Com base nas evidências e declarações, Armando Basílio deverá ser indiciado por maus-tratos a animais.
Posicionamento da Secretaria
A Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan), que supervisiona o Hvep, foi contatada para comentar o caso, mas não se manifestou até o fechamento desta reportagem. O hospital continua funcionando normalmente, mas o caso gerou uma onda de questionamentos sobre a assistência e o tratamento oferecido no local.




