Garotinho e a polêmica saída de sua vice
No cenário político do Rio de Janeiro, o ex-governador Anthony Garotinho, que visa retornar ao cargo em 2026, tomou a decisão de afastar a major da PM, Elaine Gonçalves, de sua chapa. Essa mudança ocorreu após recebimento de alertas de sua equipe de inteligência, que levantou preocupações sobre a relação da major com o deputado estadual Rodrigo Bacellar, atualmente preso por supostas conexões com facções criminosas.
Fontes próximas a Garotinho revelaram que a major é sócia do advogado Fábio Picanço, que também está vinculado a Bacellar. O ex-governador já manifestou descontentamento em relação a Picanço, mencionando-o em depoimento na CPI do Crime Organizado do Senado em 2025, onde o acusou de envolvimento em um esquema de corrupção que desviava verbas públicas no estado.
Conflitos e decisões em um encontro decisivo
Durante um encontro em um hotel no Rio de Janeiro, Garotinho confrontou Elaine sobre as informações que circularam a respeito de sua associação com Picanço e as ligações suspeitas com Bacellar. Segundo relatos, ele deixou claro que, diante da gravidade da situação, a única saída viável para a major seria se afastar da chapa voluntariamente, ou ele tomaria essa decisão publicamente.
Após essa conversa, Elaine Gonçalves optou por deixar a candidatura, anunciando a decisão em um vídeo onde citou motivos pessoais para sua retirada, além de informar que retornaria às suas funções na Polícia Militar.
Nota da major e nova escolha de Garotinho
A assessoria de Elaine divulgou uma nota afirmando que a empresa de segurança da qual ela é sócia com Fábio Picanço nunca recebeu incentivos fiscais ou participou de licitações públicas. A nota enfatizou que as atividades pessoais de Picanço não têm relação com a empresa e não geraram quaisquer benefícios.
Com a saída de Elaine, Garotinho rapidamente escolheu seu novo parceiro de chapa: o ex-integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), André Monteiro, que agora assume o lugar deixado pela major.




