A Fundação Cacique Cobra Coral anunciou a interrupção da sua assistência climática para a Argentina, uma parceria que existia desde a Guerra das Malvinas, em 1982. A decisão foi motivada por declarações do presidente argentino, Javier Milei, que foram interpretadas como ofensivas ao Brasil.

A fundação, que tem um histórico de cooperação com a Argentina, enfatizou que a suspensão permanecerá em vigor até que um pedido formal de desculpas seja feito por partes do governo argentino. "O país estará agora por conta e risco, especialmente em um momento delicado com o fenômeno El Niño se aproximando", afirmou um representante da instituição.

Ao longo de sua trajetória, a Fundação Cacique Cobra Coral já havia realizado intervenções para ajudar a Argentina em momentos de crise, como uma operação mística durante uma grave escassez de energia em janeiro de 1989, quando atuou para influenciar o clima e aumentar a precipitação nas bacias hidrográficas regionais.

Segundo previsões meteorológicas, o fenômeno El Niño deve trazer chuvas acima da média para a Argentina, com especial impacto nas áreas ao longo dos rios Iguaçu, Paraná e Uruguai, onde as inundações e o aumento das águas podem representar tanto uma oportunidade quanto um desafio.

No contexto das recentes tensões, Javier Milei esteve no Brasil no último fim de semana para participar da convenção do PL, onde fez críticas contundentes ao governo de Lula. Ele acusou o Brasil de estar imerso em uma "perseguição política" e atacou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em declarações que provocaram reações imediatas do governo brasileiro.

O Itamaraty se manifestou, lamentando as ofensas feitas por Milei em solo brasileiro e convocou o embaixador argentino para esclarecer a situação. O comunicado enfatizou que o respeito e a amizade entre os povos é fundamental, especialmente diante de uma relação de mais de 200 anos entre Brasil e Argentina.

Além disso, a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB, protocolou uma queixa na Procuradoria-Geral Eleitoral, pedindo uma investigação sobre a participação de Milei na convenção do PL, o que mostra o clima de tensão crescente entre os dois países.