Na última segunda-feira (29/6), a Seleção Brasileira garantiu sua vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ao vencer o Japão por 2 a 1. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se posiciona como pré-candidato à presidência, não perdeu a oportunidade de comemorar a vitória, fazendo uma conexão inusitada entre o resultado do jogo e sua campanha política.

Em uma postagem nas redes sociais, Flávio afirmou que foi o número 22, correspondente ao seu partido, o PL, que salvou o Brasil, em alusão ao atacante Gabriel Martinelli, autor do segundo gol da partida. “Não queria falar nada, mas foi o 22 que salvou o Brasil. Valeu”, declarou o senador, ressaltando a coincidência entre o número da camisa de Martinelli e o número eleitoral de seu partido.

A postagem do senador foi acompanhada por uma estratégia similar do PL, que enfatizou que o número 22 é um símbolo de esperança para a nação. “Mais uma vez, o 22 salva o Brasil”, disse a legenda. A publicação também fez referência à emoção da partida, questionando se este resultado poderia ser um sinal positivo para o futuro da seleção e do país.

Enquanto isso, aliados de Flávio Bolsonaro também aproveitaram a vitória para fazer críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), cujo número eleitoral é 13. Em suas postagens, alguns parlamentares lembraram que um erro do lateral Danilo, que vestia a camisa 13, resultou no gol japonês. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, observou que “haverá sinais” no jogo, destacando a dualidade entre os números 13 e 22. “Viva o Brasil que venceu o Japão. O 13 deu o passe que originou o gol do Japão, e o 22 fez o gol da vitória”, comentou.

Outra figura que se manifestou foi Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), vereador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em sua postagem, ele afirmou que Martinelli, com o 22, salvou o Brasil do erro do 13, considerando a situação “profética”.

O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), também se uniu à reflexão, classificando a vitória como um “bom presságio” para a política brasileira. Ele expressou que a dualidade entre 13 e 22 é um indicativo positivo para o futuro do Brasil e de Flávio Bolsonaro.

A relação entre os eventos esportivos e o cenário político, especialmente em períodos de eleição, é uma estratégia comum entre políticos que buscam capitalizar a energia e o entusiasmo gerados pelas vitórias esportivas. A classificação da Seleção Brasileira, portanto, não só trouxe alegria aos torcedores, mas também serviu como um trampolim para discussões sobre o futuro político do país.