Os analistas do mercado financeiro que são consultados pelo Banco Central (BC) decidiram manter a projeção de inflação em 5,33% para o ano de 2026. Essa decisão ocorre após um período de 16 semanas seguidas de aumento nas estimativas, refletindo as incertezas causadas pela recente escalada nos preços do petróleo, em decorrência do conflito no Oriente Médio.

Conforme o novo relatório Focus, divulgado na última segunda-feira (29/6), a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) também sofreu uma correção, passando para 1,99%. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o indicador oficial da inflação no país, deve encerrar o ano em 5,33%, valor que supera o teto da meta estabelecida.

A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano é de 3%. Entretanto, existe uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que significa que a meta será considerada cumprida se a inflação ficar entre 1,5% e 4,5%.

Os últimos dados indicam que os preços de bens e serviços no Brasil subiram 0,58% apenas em maio, levando à inflação acumulada nos últimos 12 meses a 4,72%. Em 2025, a inflação totalizou 4,26%, valor que, embora tenha ultrapassado o alvo central da meta, ficou abaixo do teto permitido.

É importante ressaltar que o Relatório Focus é um resumo das expectativas do mercado, coletadas até a sexta-feira anterior à sua divulgação semanal, sempre às segundas-feiras. A estabilidade nas previsões, apesar das altas anteriores, reflete uma nova fase de análise sobre os impactos econômicos das tensões internacionais e suas repercussões na economia brasileira.