No dia 11 de agosto, o senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez declarações significativas sobre o papel que a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, pode desempenhar em seu governo, caso seja eleito. Durante gravações de propaganda eleitoral em Brasília, Flávio destacou que Michelle terá "acesso direto à Presidência" para representar as demandas do Distrito Federal.
A participação de Michelle nas gravações foi confirmada por Flávio, que explicou que a equipe de campanha está organizando os registros de acordo com as estratégias definidas em âmbito nacional e regional. O senador enfatizou a habilidade de Michelle para atuar como uma intermediária eficaz em sua futura administração. "Ela é uma pessoa qualificada e será uma grande representante", afirmou.
Flávio também elogiou o trabalho de Michelle junto à comunidade surda durante seu tempo como primeira-dama, ressaltando sua contribuição para aumentar a atenção voltada a esse grupo. Além disso, ele mencionou a possibilidade de Michelle colaborar politicamente com a deputada federal Bia Kicis (PL-DF), outra figura proeminente do partido que também concorre ao Senado pelo Distrito Federal.
“Todos já perceberam que o Brasil precisa superar o PT”, declarou o senador, reforçando sua posição em relação ao atual governo.
Superando Polêmicas Familiares
A participação de Michelle nas atividades de campanha vem após uma fase de tensões entre o casal, amplamente divulgada durante a pré-campanha. O desentendimento tornou-se público quando Michelle mencionou que Flávio a tratou de forma ríspida ao discutir estratégias do PL no Ceará. Flávio, por sua vez, negou qualquer desrespeito e se desculpou pela situação, gesto que foi aceito por Michelle, que reafirmou seu compromisso em apoiar Flávio e seus aliados na luta política contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Expectativas para o Senado
Além das gravações eleitorais, Flávio Bolsonaro compartilhou suas expectativas para a nova composição do Senado a partir de 2027. Ele acredita que a renovação de dois terços do Senado, prevista para este ano, trará mais parlamentares de centro-direita para a Casa. "Estou convencido de que o Senado se tornará ainda mais alinhado ao centro-direita a partir de 2027", destacou, ressaltando que uma maioria no Congresso será crucial para viabilizar suas propostas de governo.




