A nova sondagem de opinião conduzida pelo instituto Nexus e contratada pelo banco BTG Pactual traça um retrato nítido da acirrada disputa política rumo à sucessão presidencial de 2026. Os dados revelam um eleitorado profundamente dividido e fortemente influenciado pelo sentimento de rejeição aos dois principais polos da política nacional.
Rejeição elevada atinge os dois virtuais candidatos
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lidera o índice de resistência popular: 51% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de forma alguma. Em patamar bastante próximo, o atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contabiliza 48% de rejeição. Os números evidenciam o patamar de desgaste de ambas as correntes ideológicas diante do eleitorado brasileiro.
Simulação de segundo turno indica cenário aberto
Na hipótese de um embate direto entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, a pesquisa mostra uma disputa extremamente equilibrada. O presidente Lula obtém 46% das intenções de voto, enquanto o parlamentar fluminense registra 44%.
Considerando a margem de erro do estudo, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois pré-candidatos encontram-se em situação de empate técnico. Já no cenário testado para o primeiro turno, a vantagem numérica do atual mandatário se amplia ligeiramente: Lula alcança 42% das preferências, contra 37% de Flávio Bolsonaro.
Avaliação do governo federal reflete divisão do país
O levantamento também aferiu a percepção da sociedade em relação ao desempenho da administração federal. Segundo a amostragem:
- Desaprovação do presidente: 49% dos eleitores desaprovam a gestão de Lula, enquanto 46% a aprovam. Entre os consultados, 5% não opinaram ou não souberam responder.
- Classificação do governo: 45% dos entrevistados avaliam o trabalho da gestão petista como "ruim ou péssimo", 19% o consideram "regular" e 36% o definem como "ótimo ou bom".
Metodologia e registro oficial
A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.000 eleitores em todo o país entre os dias 25 e 27 de setembro de 2026. Financiado pelo banco BTG Pactual ao custo de R$ 164.888,89, o estudo apresenta um grau de confiança de 95% e está devidamente protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o registro BR-07557/2026.




