Em um evento realizado em Fortaleza, no último dia 10 de julho, o senador Flávio Bolsonaro (PL) fez sérias acusações ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que a Polícia Federal (PF) está sendo utilizada para perseguir opositores políticos. O pré-candidato à Presidência expressou sua preocupação com o impacto dessas ações nas próximas eleições.
Durante a sua fala, Flávio Bolsonaro destacou que a PF tem direcionado suas investigações de forma seletiva, especialmente em casos que envolvem pessoas próximas ao presidente Lula. Ele mencionou especificamente o irmão do presidente, José Ferreira da Silva, e Fábio Luís Lula da Silva, popularmente conhecido como Lulinha, filho de Lula, ambos envolvidos em investigações relacionadas a irregularidades em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Quando o governo altera a delegacia que estava investigando o filho do presidente e afirma que a investigação só poderá ocorrer em um ano, mas ao mesmo tempo mobiliza a PF para perseguir parlamentares e membros da oposição, isso demonstra uma clara tentativa de interferir nas eleições,” declarou Flávio em seu discurso.
A crítica do senador se intensificou após a recente mudança na direção da investigação das fraudes no INSS, que foi transferida da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores.
Nas redes sociais, Flávio Bolsonaro reiterou suas alegações, afirmando que a atuação da PF visa intimidar adversários políticos. “É lamentável ver a PF agindo de maneira seletiva, tentando constranger aqueles que se opõem ao governo. Enquanto a PF afirma não ter recursos para investigar as denúncias contra Lulinha, direciona esforços contra adversários políticos,” escreveu, enfatizando a necessidade de que essa perseguição cesse.
A situação se torna mais complexa com a recente decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que determinou o bloqueio de R$ 119,2 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Essa medida gerou ainda mais discussões sobre a imparcialidade das investigações e a utilização da PF em disputas políticas.




