O senador Flávio Bolsonaro, candidato à presidência pelo PL, afirmou em entrevista à Record que, caso eleito, não aceitará intervenções dos Estados Unidos no Brasil. A declaração foi feita no último domingo (30/8) e reflete sua posição sobre a soberania nacional.
Bolsonaro enfatizou que a responsabilidade de resolver os problemas do Brasil deve ser interna, destacando a importância das Forças Armadas no combate ao crime organizado. Ele declarou: "Quem tem que resolver nossos problemas somos nós. O Exército, Marinha e Aeronáutica têm o poder de polícia e vão ajudar as forças estaduais no combate aos narcoterroristas."
O candidato também mencionou a necessidade de cooperação com os Estados Unidos, mas limitou essa colaboração ao combate ao narcotráfico. "Espero ter uma parceria com os EUA na área de inteligência e troca de informações para enfrentar o crime organizado", disse. Ele destacou que a lavagem de dinheiro por organizações como o PCC ocorre no Brasil, mas os fluxos financeiros muitas vezes saem do país, tornando essencial a cooperação internacional.
Durante a entrevista, Flávio esclareceu uma declaração anterior de 2025, quando compartilhou uma publicação do secretário de Defesa dos EUA sobre ataques a embarcações que transportavam drogas. Ele fez uma analogia ao mencionar que no Rio de Janeiro, especialmente na Baía de Guanabara, há suspeitas de embarcações envolvidas no tráfico de drogas. "Não pedi para bombardear nada, mas mencionei que as drogas que alimentam o narcotráfico no Rio chegam por mar", explicou.
Bolsonaro também revelou que, em seu governo, a primeira ação será classificar organizações como o Comando Vermelho, o PCC e milícias como grupos terroristas. Ele afirmou que o Brasil participará do “Escudo das Américas”, uma aliança com países da América Latina e do Norte para combater o narcotráfico e as organizações terroristas, visando asfixiar financeiramente essas entidades criminosas.
Com essas declarações, Flávio Bolsonaro se posiciona como um candidato que prioriza a soberania nacional, enquanto busca parcerias estratégicas para enfrentar o crime organizado no Brasil.




