O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL, anunciou que não participará da cerimônia de posse de Keiko Fujimori, a recém-eleita presidente do Peru. A solenidade está marcada para esta terça-feira, 28 de julho, e contará com a presença de diversas personalidades políticas de direita da América Latina, incluindo o presidente argentino Javier Milei.
A decisão de Bolsonaro se alinha com sua agenda, que será concentrada em Brasília, onde pretende avançar com questões relacionadas à sua campanha eleitoral. Informações obtidas pelo Metrópoles indicam que o senador está buscando estreitar laços com líderes conservadores em todo o continente e tem se aproximado cada vez mais de figuras de direita na América do Sul.
Recentemente, Flávio Bolsonaro esteve no Chile para a posse do presidente José Antonio Kast e recebeu Javier Milei durante a convenção nacional do PL, onde sua candidatura ao Palácio do Planalto foi oficializada. Após a vitória de Keiko Fujimori, o senador fez questão de parabenizá-la, destacando o que chamou de "avanço da onda azul" na região, referindo-se ao crescimento de líderes conservadores na América Latina.
Embora tenha cumprimentado Keiko pela vitória nas urnas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também optou por não estar presente na cerimônia, designando o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para representá-lo no evento. Lula expressou suas felicitações à nova presidente do Peru, reafirmando a disposição do Brasil em colaborar com o novo governo peruano.
A posse de Keiko Fujimori representa um marco importante na política peruana, uma vez que ela foi eleita com 50,135% dos votos, superando o candidato de esquerda Roberto Sánchez, que obteve 49,865%. A cerimônia, que começa ao meio-dia, incluirá a execução do hino nacional peruano e a entrega da faixa presidencial por Miguel Torres, presidente do Congresso.
Além de Javier Milei, outros líderes da região que confirmarão presença no evento incluem José Antonio Kast, Rodrigo Paz, presidente da Bolívia, Daniel Noboa, presidente do Equador, e Santiago Peña, presidente do Paraguai. A importância deste encontro ressalta a crescente aliança entre as lideranças conservadoras da América Latina.




