O senador Flávio Bolsonaro (PL) fez duras acusações contra os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Flávio Dino durante sua participação no Flow Podcast, ocorrida na última quarta-feira (15/7). O pré-candidato à presidência alegou que ambos estariam tentando usurpar a função do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas próximas eleições.

Segundo Flávio, existe uma articulação para que a Primeira Turma do STF, da qual fazem parte os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, obtenha autoridade para tomar decisões que tradicionalmente competem ao TSE. Ele afirmou: “Estão criando uma situação para que a Primeira Turma do Supremo funcione como um atalho ao TSE durante as eleições.”

O senador destacou que, por meio dessa manobra, o PT poderia, em vez de se dirigir ao TSE, protocolar diretamente ações na Primeira Turma. Isso, segundo ele, permitiria que, com um simples pedido, fossem tomadas decisões como a remoção de perfis da internet ou a aplicação de punições. Flávio considerou essa possibilidade uma tentativa clara dos ministros de se sobrepor ao TSE.

Durante sua fala, Flávio Bolsonaro também mencionou a condenação de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, pela Primeira Turma a uma pena de quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto. Essa condenação, relacionada a uma tentativa de interferência em processo judicial, foi citada como um exemplo preocupante da atuação da corte.

Quando questionado sobre a decisão de Moraes que suspende as visitas de Flávio ao ex-presidente Jair Bolsonaro por um período de 90 dias, o senador considerou essa imposição uma forma de dificultar sua pré-campanha. Ele classificou essa medida como uma “interferência clássica” do ministro. Flávio comentou: “Se alguém quiser visitar criminosos encarcerados, isso é permitido, mas meu pai, que é inocente, enfrenta essa restrição. Essa é uma forma descarada de tentar dificultar nosso trabalho e enterrar a imagem do presidente Bolsonaro.”

A suspensão das visitas foi determinada por Moraes para que a defesa do ex-presidente esclareça a divulgação de uma carta escrita por Jair Bolsonaro, uma medida que Flávio chamou de “desumanidade”.