Na manhã de terça-feira, 7 de julho, uma explosão foi registrada nas proximidades do hotel onde o presidente francês, Emmanuel Macron, está hospedado durante sua visita oficial à Síria. O evento gerou alarme e especulações sobre a segurança do mandatário, mas o Palácio do Eliseu assegurou que Macron está "são e salvo" e que a agenda da visita prossegue normalmente.

De acordo com informações do jornal Le Monde, a explosão foi ouvida por vários repórteres que acompanhavam a visita, incluindo profissionais da Agence France-Presse (AFP). Testemunhas relataram observar uma coluna de fumaça surgindo de uma área adjacente ao hotel, o que aumentou a tensão no local.

Fontes indicam que as explosões foram causadas por bombas, uma delas possivelmente colocada em uma lixeira e a outra em um veículo estacionado. A situação foi amplamente divulgada nas redes sociais, incluindo um post que mencionava a detonação de uma bomba em carro próximo ao Hotel Four Seasons, onde Macron está hospedado.

Este é um marco significativo, visto que é a primeira visita de um líder ocidental à Síria desde que Ahmed al-Sharaa assumiu o poder em 2025. O grupo que ele lidera, o Hayat Tahrir al-Sham, tem sido notório por suas ações contra o regime de Bashar al-Assad, especialmente após a ofensiva realizada em dezembro de 2024.

Macron, em declarações anteriores à sua visita, enfatizou que sua presença na Síria tem como objetivo reafirmar o compromisso da França com o povo sírio. "Por uma Síria soberana, unida em sua pluralidade e em paz com seus vizinhos. Juntos, abramos uma nova página de estabilidade e paz", postou ele em redes sociais.

A visita acontece em um contexto de crescente violência na região, que inclui um ataque a bomba em um café no centro de Damasco na última quinta-feira, 2 de julho, resultando na morte de dez pessoas. Este cenário de insegurança ressalta os desafios que ainda persistem na Síria, mesmo com esforços internacionais para promover a paz e a estabilidade no país.