Na noite da última segunda-feira (6/7), o Exército Brasileiro informou que não conseguiu localizar duas armas registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, membro do PL. A declaração foi feita após uma solicitação do Supremo Tribunal Federal (STF) para a entrega de informações sobre a posse de armamentos pelo ex-mandatário.
Segundo o tenente-coronel Caio de Vargas Lisbôa, das oito armas mencionadas pela defesa de Bolsonaro, seis foram localizadas nas dependências do Batalhão de Polícia do Exército em Brasília. As armas que não foram encontradas são uma pistola Glock de calibre 9 mm e uma espingarda da marca Maestro Arms Company de calibre 12.
A entrega das seis armas localizadas à Superintendência da Polícia Federal (PF) foi realizada em cumprimento a uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Essa ação faz parta de um contexto mais amplo envolvendo a manutenção da prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, que também incluiu a revogação do porte de armas e do Certificado de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
Após a localização das armas, Moraes também solicitou que a PF confirmasse se já possuía conhecimento sobre outras duas armas que pertenciam ao ex-presidente. Até o momento, a PF não se pronunciou sobre essa solicitação.
As armas encontradas e entregues à Polícia Federal incluem:
- Pistola Taurus calibre .380 Automatic (permitido)
- Pistola Taurus calibre .40 S&W (restrito)
- Carabina/Fuzil Springfield Armory calibre 7,62×51 mm (restrito)
- Espingarda Typhoon calibre 12 GA (restrito)
- Pistola Arex calibre 9×19 mm (restrito)
- Pistola SIG Sauer calibre 9×19 mm (restrito)
A situação atual gera debates sobre a segurança e a regulamentação da posse de armas por figuras públicas, especialmente em contextos políticos delicados.




