No dia 24 de julho, o Exército Brasileiro tomou a decisão de expulsar o sargento Guilherme da Silva Oliveira, de 22 anos, após sua implicação em um grave atropelamento ocorrido em abril deste ano. A vítima, uma jovem de apenas 20 anos, foi atingida enquanto atravessava a faixa de pedestres no Riacho Fundo, em Brasília.

De acordo com os relatos, Guilherme estava dirigindo em alta velocidade e, ao dar marcha ré, atropelou a jovem, arrastando-a por alguns metros antes de fugir do local sem prestar socorro. O Comando Militar do Planalto confirmou a expulsão do sargento, afirmando que ele não faz mais parte da instituição militar.

Desde o dia 27 de abril, o sargento estava detido, mas no dia 21 de julho, a 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) determinou sua soltura. O tribunal reconheceu a gravidade do incidente, mas, com base nos argumentos da defesa, decidiu que a prisão cautelar não era mais necessária, considerando a ausência de riscos à ordem pública e ao andamento do processo judicial.

A defesa do sargento argumentou que ele era um militar primário, com residência fixa e emprego regular, além de ter se apresentado espontaneamente à polícia dois dias após o acidente, entregando seu veículo para perícia. A liberdade provisória foi condicionada a medidas cautelares, como recolhimento domiciliar à noite e proibição de consumo de álcool e frequentar bares. Além disso, foi estabelecida a obrigação de Guilherme prestar assistência financeira temporária à vítima para cobrir os custos de tratamento.

O atropelamento aconteceu em 25 de abril, quando a jovem, identificada como Maria Clara, atravessava a rua acompanhada de uma amiga. O sargento estava em alta velocidade e, ao manobrar o veículo, atingiu a jovem, que foi imediatamente socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada ao hospital com ferimentos graves. Após um período de internação e cirurgia, Maria Clara recebeu alta médica após duas semanas.

A mãe da vítima relatou que, antes do atropelamento, Maria Clara havia estado em uma distribuidora de bebidas próxima, onde teria recebido abordagens indesejadas de um homem. Após o incidente, o sargento alegou medo de linchamento como justificativa para não ter prestado socorro à jovem. O Exército Brasileiro, em resposta ao ocorrido, iniciou um procedimento administrativo para investigar a conduta do sargento.

Esse caso gerou grande repercussão e levantou questões sobre a responsabilidade de motoristas em situações similares, além da expectativa da sociedade por justiça e reparação para a vítima.