Contexto do Caso
Rogério Borges Freitas, que atuava como 1º Subdefensor Público-Geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, foi afastado cautelarmente após novas denúncias de assédio moral e sexual. As acusações surgem em um momento de crescente preocupação sobre o ambiente de trabalho na instituição, evidenciando questões de ética e respeito entre os servidores.
Novas Acusações
Uma ex-servidora da Defensoria apresentou um depoimento em junho de 2023, relatando que o defensor se aproveitou de sua fragilidade emocional para impor investidas indesejadas. Segundo seu relato, após um velório, Rogério ofereceu uma carona, durante a qual tentou forçá-la a um beijo.
A mulher declarou que Rogério frequentemente elogiava sua aparência de maneira inapropriada e realizava toques físicos considerados inadequados, como segurar suas mãos sem consentimento. Além disso, ela relatou que suas responsabilidades na instituição foram diminuídas em represália por não ceder às suas investidas.
Retaliação e Exoneração
A ex-servidora acredita que sua saída da Defensoria, ocorrida em fevereiro de 2024, foi uma retaliação em resposta à sua resistência. Os relatos incluem referências religiosas utilizadas por Rogério para criar uma imagem de integridade, além de sua influencia sobre as carreiras de colegas.
Investigação em Andamento
As novas acusações se somam a um inquérito policial que investiga Rogério por importunação sexual e constrangimento ilegal. A primeira denúncia foi registrada em maio de 2023 e, de acordo com as informações obtidas, os incidentes se estenderam por quase uma década. Episódios de assédio foram relatados desde 2017, incluindo tentativas de aproximação inadequadas e humilhações no ambiente de trabalho.
Reação da Defensoria e da Polícia
Em resposta às denúncias, a Defensoria Pública-Geral anunciou o afastamento cautelar de Rogério por um período inicial de 60 dias enquanto as investigações prosseguem. A Polícia Civil, por sua vez, confirmou que ambas as investigações estão sendo conduzidas com a devida seriedade e sigilo, a fim de garantir que todas as alegações sejam minuciosamente examinadas.
O caso levanta questões importantes sobre a segurança e o bem-estar dos servidores na Defensoria, além de ressaltar a necessidade de um ambiente de trabalho respeitoso e livre de abusos.




