Ex-aprendiz faz declaração em defesa do ministro Marco Buzzi

A defesa do ministro Marco Buzzi, atualmente afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), apresentou uma declaração de uma ex-aprendiz que trabalhou em seu gabinete. Este documento visa contestar as acusações de assédio sexual que foram feitas contra o magistrado em uma segunda denúncia.

No relato, a ex-aprendiz afirma categoricamente que nunca sofreu assédio ou qualquer tipo de importunação sexual por parte de Buzzi. Ela deixou o gabinete devido a questões pessoais, como a distância de sua residência e a incompatibilidade com seus estudos, e não por experiências negativas no ambiente de trabalho.

Rebatendo acusações de comportamento inadequado

A jovem foi citada pela segunda denunciante como um exemplo de comportamento inadequado do ministro. Entretanto, na declaração juntada ao processo, ela enfatiza que Buzzi sempre se comportou com respeito e educação em relação a ela e às demais servidoras.

A ex-aprendiz também declarou que nunca presenciou situações de assédio envolvendo outras funcionárias do gabinete. A defesa do ministro argumenta que este depoimento enfraquece a narrativa da segunda denunciante, que teria distorcido a realidade ao atribuir comportamentos que, segundo a própria jovem, nunca ocorreram.

Laudos médicos e novas denúncias

Além da declaração da ex-aprendiz, a defesa de Buzzi anexou um laudo médico ao processo. Este documento sugere que o ministro sofre de disfunções que tornariam incompatível o relato da primeira denunciante, uma jovem de 18 anos. Durante uma viagem a Balneário Camboriú, a jovem relatou que Buzzi teria tentado segurá-la enquanto estavam no mar, o que ela interpretou como uma situação de assédio.

De acordo com os advogados de Buzzi, a condição clínica do ministro, que inclui disfunção erétil e histórico de problemas de saúde, inviabiliza a situação descrita pela denunciante. Os documentos revelam que o magistrado enfrenta dificuldades sexuais significativas, além de condições de saúde que exigem tratamento contínuo.

Contexto do caso e investigações em curso

Marco Buzzi está afastado do STJ desde fevereiro e enfrenta investigações por acusações de importunação sexual. A primeira denúncia partiu de uma jovem, que alegou ter sido assediada durante uma viagem de férias. A situação ganhou mais complexidade com a apresentação de uma segunda denúncia por uma servidora terceirizada do STJ, também por importunação sexual.

O caso é objeto de apuração pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além de estar sendo investigado internamente no STJ. Buzzi, por sua vez, nega todas as alegações e aguarda o desfecho das investigações.